Mas ao analisar melhor essas manifestações, começo a perceber que existe muito mais que simples jovens sem perspectivas, existe sim, uma juventude que compreendeu que não dá mais para ficar sentado na frente do vídeo game esperando que as coisas aconteçam. Esses jovens perceberam que era necessário que eles fossem para as ruas, exigir os seus direitos.
E é neste ponto que surge a grande indagação do título dessa postagem: Seriam os black blocs revolucionários ou baderneiros? Em primeiro lugar, não acho justo que se utilize uma nomenclatura para identificar os jovens que participam desse processo, eles são bem mais do que jovens de roupa preta, existe por trás disso uma forte corrente de pensamento ideológico, do qual, posso concordar ou não, é legitimo e deve ser levado a sério. Sei que em um ano eleitoral, tanto governo quanto oposição, tentarão usar as manifestações como objeto de campanha. Sinceramente, espero que não consigam, pois o que estes jovens estão buscando fazer é muito importante para o processo de participação política da sociedade e não deve ser desvirtuada por nenhum grupo da política tradicional.
Ainda não estou bem convencido da necessidade desses jovens em esconder o rosto, sou de um tempo em que fazíamos manifestações de rua de cara limpa e íamos para o enfrentamento com as forças de repressão sem esconder o rosto. Mas os tempos são outros, conversando com jovens que participam desse movimento, fui esclarecido que isso se dá em função da proteção de alguns deles contra as represálias que sofrem por parte de setores que estão incomodados com esse movimento.
Busquei ir na maioria das manifestações e puder ver a vontade dessa juventude em dizer o que pensa, sem intermediários. Não concordo com os excessos, mas sou plenamente favorável ao direito à manifestação e digo mais, se está incomodando, é porque está no caminho certo.
Como diriam os mais antigos: A Luta Continua!!!





