Santo Agostinho - Bispo e Filosofo
Um blog para descontrair, pensar, refletir, discutir, agir... Um espaço de divagações, de assuntos polêmicos, de assuntos engraçados, enfim, um Blog feito para todos nós!!!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Frase do Dia
"Mensura est sine modo diligere" (A medida do amor é amar sem medida.)
Santo Agostinho - Bispo e Filosofo
Santo Agostinho - Bispo e Filosofo
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
A Educação enquanto Doutrina
A
influencia da psicanalise tem sido cada vez mais forte dentro da
educação, essa visão psicanalítica vem sendo tão fortemente
usada que até mesmo os pedagogos de esquerda vêm adotando essa
prática, e sabemos nós o quanto a esquerda tem hegemonia na
educação, não somente aqui no Brasil, como em boa parte do mundo
ocidental.
A
esquerda entendeu como conseguiria atingir melhor os seus propósitos,
mesmo que em longo prazo, poderia “fazer a cabeça” dos jovens.
Essa visão fez com que grupos que desejam subjugar as massas e
incutir neles as suas doutrinas, a perceber que era necessário o
domínio de qualquer instituição que pudesse levar esse grupo a
dominar e controlar a vida intelectual da sociedade, em particular,
as escolas, as universidades e vários segmentos da mídia. Dessa
forma, a educação passou a ser um instrumento eminentemente
político, seja de grupos partidários ou religiosos.
Querem
um exemplo bem marcante disso que estou dizendo? Vamos relembrar um
pouco sobre o pedagogo brasileiro Paulo Freire, que se tronou famoso
pelo seu método de alfabetização, principalmente de adultos, mais
precisamente de operários e camponeses, seu trabalho consistia
em: “A pedagogia que ele defende tem por fim a
conscientização, ou seja, o fundamental não seria a alfabetização
e sim a formação de uma consciência das relações sociais”(Esse
foi o depoimento de Frei Betto, quando da morte de Paulo Freire, ao
jornal “O Globo” de maio de 1997), um dos pontos mais importantes
de sua obra mais famosa “A Pedagogia do Oprimido”, evidentemente
escrita na ótica marxista, é de que a educação é um ato político
o objetivo não está em alfabetizar e sim, como uma ferramenta de
doutrinação do aluno.
Alguns
amigos dirão que estou exagerando, não é? Pois bem, alguém lembra
que durante as décadas de 60, 70 e até a de 80, não havia quarto
de adolescente “pequeno burguês”, que nem eu, ou de um “filhinho
de papai”, que não tinha um quadro do infeliz guerrilheiro Che
Guevara, ao lado de pôster de ídolos da cultura pop, como Beatles,
Michael Jackson ou de um dos grupos de rock, do chamado “Rock
Nacional”, e isso não era nada por acaso, e sim induzido pelos
nossos professores nas salas de aula pelo país a fora. Aliás, o
mais importante nesse contexto de “boas intenções” era a
exigência por parte dos “intelectuais” que foram oriundos desse
período de suprimir qualquer tipo de censura, sob o manto de que é
necessário preservar a “Liberdade de Expressão”, pois bem, a
consequência mais imediata desse tipo de atitude foi a publicação
em páginas da Internet de técnicas e textos sobre a fabricação de
artefatos e bombas e atentados biológicos, o que fomentou ainda mais
a expansão de atos terroristas (exagero? Estudemos um pouco da
história nos últimos 20 ou 30 anos).
Outro
exemplo interessante da utilização da educação como ferramenta de
doutrinação ideológica ocorreu na Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro. Durante a década de 70, do século
passado, foi realizada nessa instituição de orientação católica,
a maior perseguição a professores que se opunham ao ideário
marxista, o então reitor da época, padre Mac Dowell foi alertado
sobre isso, mas, quando tardiamente percebeu a manobra que acontecia
em sua instituição, já era tarde demais, sua própria substituição
do cargo foi uma exigência dos próprios marxistas que ele demorou a
combater. Esse processo foi evoluindo de uma forma muito simples, foi
sendo expurgado e perseguido dentro das universidades aqueles
professores que não “rezavam” pela cartilha marxista, fazendo
com o que esses professores acabassem se tornando minoria, e dai por
diante, tudo passou a ser decidida através do “voto democrático”,
obedecendo ao desejo da maioria, obviamente, maioria essa que fora
construída através de anos de expurgo aos adversários
antimarxistas.
Novamente
poderão dizer que estou exagerando, que isso não passa de conversa
fiada para deturpar a história e manchar a “memória” daqueles
que lutaram por uma “Educação pública, gratuita e de qualidade”,
pois então, professores oriundos do IME (Instituto Militar de
Engenharia), que haviam construído todas as bases do Centro Técnico
Cientifico foram demitidos, outros educadores que não estavam
alinhados com o marxismo também foram perseguidos e demitidos, caso
dos professores Anna Maria Moog e Antônio Paim, do diretor do
departamento de psicologia Aroldo Rodrigues e do diretor do
departamento de psicologia Arthur Rios, isso somente para citar os
casos mais emblemáticos, ah e tem também o caso de dois professores
da área de biomédica que tiveram seus nomes citados no livro
“Brasil Nunca Mais”, como sendo colaboradores do regime militar e
que foram tirados de seus postos.
Este
é o grande problema de se utilizar a educação como instrumento de
doutrinação política ou ideológica, tira do aluno a oportunidade
de formar a sua própria consciência, faz dele um autômato que
raciocina pela ótica de ideologia hegemônica (toda vez que alguém
for discutir com alguém de esquerda, por exemplo, e utilizar termos
como “desconstruir” ou “políticas afirmativas”, esse alguém
já começara a discussão com “derrota”, pois usará termos que
são oriundos da própria esquerda). Esse aluno deixa de ser um
“sujeito pensante” para se tornar um “repetidor de doutrina”.
Portanto,
não foi a toa que a Igreja Católica e a Igreja Metodista,
implementaram uma enorme rede de escolas. E isso foi muito utilizado
não somente pelos regimes totalitários, como os nazistas que
criaram a “Juventude Hitlerista” e a URSS, onde o Partido
Comunista controlava a educação com “Mão de Ferro”, mas também
é utilizado disfarçadamente por todos os grupos que ambicionam
chegar ao poder. Os marxistas entenderam isso desde cedo, por isso se
infiltraram no corpo docente das escolas e das universidades, para
poder ocupar esse espaço e introduzir nele seus conceitos.
O
caro leitor já parou para se perguntar o porquê de muitos líderes
terroristas terem uma formação superior? De serem oriundos de
grandes instituições de ensino? Não podemos esquecer que os
líderes de grupos como o “Baden Meinhoff” , o “Tupac
Amaru”, o “Sendero Luminoso” vieram
de dentro das universidades e foram influenciados por toda uma linha
de doutrinação ideológica que fazia desses jovens, verdadeiras
“máquinas de guerra” contra o sistema. Eu estou falando sobre
situações que aconteceram e que somente agora se começa a tocar
nesse assunto, durante muitos anos (e ainda nos dias de hoje) é
quase uma “Heresia” questionar alguns preceitos da educação
brasileira na sua vertente predominante que é a marxista, por isso a
importância de que esse tipo de assunto seja bastante discutido e
difundido e cada brasileiro que queira pensar pela sua própria
consciência, busque estudar e tirar suas próprias conclusões e não
ficar preso aos “dogmas” da educação aparelhada. Como diz a
bandeira de Minas Gerais: “Liberdade, ainda que tardia”.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
O Poder
Eu escrevi este texto ano passado, mas penso que o texto é bem atual. Por isso resolvi reproduzi-lo. Opinem:
"Travando
debates acalorados com amigos e estudando um pouco o cenário
político-econômico do País, resolvi escrever um pouco aqui neste
espaço sobre "Poder", uma palavrinha muito ouvida e falada
nos últimos tempos aqui no Brasil em particular e ouço muitos
falarem aos 4 cantos que o "poder vem do dinheiro", "quem
tem dinheiro, tem poder". Mas será que essas afirmações são
verdadeiras? De fato, somente ter dinheiro é suficiente para se
deter o Poder?
Vamos
analisar um pouco o inexpressivo capitalismo tupiniquim, o grande
empresário brasileiro tem uma "mentalidade de servidor
público", eu explico, ele começa a crescer, ganhar algum
dinheiro e resolve que não mais vai querer concorrência, não vai
querer correr riscos, busca uma "estabilidade" no mercado
que não existe e ai começam a combinar preço, formando ai os
chamados "carteis" (onde os preços são previamente
estabelecidos e não dando ao consumidor a oportunidade de escolher
qual o melhor preço e as vezes serviço que melhor o atenda) e
nisso, as suas empresas acabam se "associando" ao Estado,
pois esse Estado se torna o único cliente capaz de remunerar os
serviços dessas empresas.
E
ai o que acontece? Segundo Raymundo Faoro, essas empresas acabam se
incorporando ao "estamento burocrático", isso forma um
mecanismo de "donos do poder", que transformam a burocracia
estatal em um instrumento dos interesses de poucos e deixa de ser uma
máquina administrativa e impessoal e que visa apenas os interesses
do conjunto da sociedade, como acontece nas democracias normais.
Ai
chegamos em uma conclusão interessante, o nosso sistema acaba não
sendo nem capitalista e nem socialista e sim, um sistema
patrimonialista, como muito bem já expressou o professor Faoro e
outros pensadores mais liberais, tais como: Ricardo Velez Rodriguez,
Antônio Paim e o embaixador Meira Penna, essa observação é muito
importante para não cairmos no discurso fácil da esquerda de dizer
que todos os nossos males sociais são provenientes do capitalismo.
Mesmo durante a década de 70 do século passado, uma parte da
intelectualidade da esquerda sabia que o principal obstáculo para
uma possível "Revolução Brasileira" não estava no
capitalismo e sim, nesse patrimonialismo que impera nesse país desde
a formação da elite empresarial brasileira.
Mas,
impregnados que estavam com os estudos da teoria de Antônio Gramsci
(da qual eu já escrevi aqui em postagens anteriores) e ansiosos que
estavam em tomar o poder, resolveram que era necessário se
conquistar a "hegemonia" cultural e partiram para a
infiltração nos diversos segmentos da sociedade (jornais, TVs,
revistas, meio artístico, universidades, etc), tendo demorado quase
40 anos para conseguirem seu intento. Esse processo culminou com o
êxito da eleição de Lula para a presidência e por conseguinte, a
"demonização" do capitalismo e da direita (incluindo ai a
associação da "direita" com a corrupção e o atraso),
com isso, houve uma quase que total aparelhamento de toda a máquina
estatal, portanto, mesmo sem possuir o dinheiro, esse grupo podia ter
o poder de controlar as relações políticas e econômicas.
Note-se
que, fora o enriquecimento pessoal de muitos dos dirigentes políticos
da esquerda, não foi o dinheiro que trouxe o poder para esse grupo e
sim a capacidade de controle da máquina burocrática e dos meios de
comunicação, além de possuir uma militância que estava disposta a
"morrer" pela causa e pelo projeto de poder (abro esse
parenteses para ressaltar que esse aparelhamento e essa construção
de militância, foi um processo longo e organizado com paciência e
habilidade pelos teóricos da esquerda e também pela inépcia da
direita e do empresariado brasileiro em perceber esse movimento),
isso é fundamental para que eu possa defender a minha argumentação
e recorro também aos aspectos mais recentes da crise da "Lava
Jato", onde se imaginou nesse país que donos das principais
empreiteiras estariam presos? E mesmo assim, o grupo político do PT
continua no poder, enfraquecido como nunca é verdade, mas ainda no
poder.
Venho
defendendo a tese de que esse poder esquerdista, com esse formato
(ancorado em movimentos sociais, sindicados, movimento estudantil,
etc), está fadado ao fim, mesmo que isso não aconteça em função
de um contraponto organizado pela direita e sim pelo seu próprio
esgotamento e percepção da sociedade que essa não é mais a sua
forma de sentir-se representada. Mas engana-se quem acha que isso
signifique o "fim hegemônico da esquerda", pelo contrário,
isso faz com que essa esquerda busque alternativas para manter seu
pensamento hegemônico (isso é bem fácil de perceber, vejam as
pautas ligadas à questão de gênero, racial, direitos humanos,
inclusão, etc, pautas essas que nunca foram temas consensuais dentro
da esquerda, mas que aparecem com uma alternativa para esgotamento do
modelo anterior).
Para
se chegar a deter o poder, é preciso que se apresente algo para
substituir o que está ai, é preciso que se ouça mais o que a
maioria (antes silenciosa e hoje batedora de panelas), quem quiser
ocupar o espaço que hoje é ocupado pelo PT, tem que apresentar para
a sociedade algo que seja melhor do que o que vem sendo apresentado
pelo imaginário petista, isso sim é poder, ou busca por ele. É
preciso romper com o patrimonialismo (coisa que o PT só fortaleceu
nesse seus 12 anos de poder) e colocar gente nos pontos chaves de
formação de opinião, colocar pessoas com pensamento contrário ao
existente e isso não vai acontecer enquanto o pensamento esquerdista
continuar presente nas mídias, nas artes e principalmente nas
universidades.
Eu
espero que esse pequeno texto sirva como uma inspiração para que
melhor pensemos sobre o que de fato é poder, não mais se deixar
levar pela ilusão de que apenas o dinheiro trás poder, basta
estudarmos a história humana, exemplos não faltam (Julio Cesar era
o "mais pobre" do 1º triunvirato romano, Napoleão era um
obscuro oficial francês, Hitler era um pintor medíocre, Stalin era
um ex-degredado da Sibéria e por ai vai), nenhuma dessas figuras
detinha o dinheiro, mas o poder de controlar as massas através da
estrutura burocrática do Estado, portanto, você até pode
enriquecer na busca pelo poder, mas não acredite que somente isso
será o suficiente para que se tenha o verdadeiro Poder, o Poder de
controlar corpos e mentes, o verdadeiro Poder".
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Fim do privilégio do "Foro Privilegiado"
Está em discussão no congresso, principalmente em função do esforço do senador Alvaro Dias (PV), para que se cabe com o o chamado "Foro Privilegiado", mas afinal de contas, o que vem a ser esse tal "Foro Privilegiado"? Ele é um direito adquirido por algumas autoridades públicas, de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, garantindo que possam ter um julgamento especial e particular quando são alvos de processos penais. Formalmente chamado de “Foro por prerrogativa de função”, o foro privilegiado é atribuído aos indivíduos que ocupam cargos de alta responsabilidade pública, como: Presidente da República, Vice-Presidente, o Procurador-Geral da República, os ministros e os membros do Congresso Nacional.
De acordo com a Constituição brasileira de 88, a investigação e o julgamento das infrações penais das autoridades com foro privilegiado passa a ser competência do Supremo Tribunal Federal – STF.
Normalmente, entre os indivíduos sem foro privilegiado, as ações penais costumam tramitar nos Juízos de primeira instância.
Eu, na minha ignorância jurídica, mas com um enorme senso de justiça, tenho severas críticas a respeito da eficiência do foro privilegiado no Brasil, pois no meu entendimento o foro privilegiado é uma condição que afronta diretamente o artigo 5º da Constituição Federal.
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.
No entanto, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o intuito do foro privilegiado é proteger a atividade do cargo público (a chamada “coisa pública”) ocupado pela pessoa sob acusação penal, e não a pessoa em si. Ora, em um País como o nosso, onde as desigualdades estão no "DNA" da nossa formação, você estabelecer que uma "casta" de pessoas estejam acima dos demais, pelo simples fato de terem sido eleitos.
A democracia não se faz apenas com o voto. Ela se constrói no cotidiano das ações dos atos da sociedade. Quando você estabelece que alguns tem mais "direitos" que os outros, você está quebrando com um dos pilares da democracia ocidental.
Apoio a iniciativa do senador Alvaro Dias, enxergo nessa atitude do senador, uma oportunidade que a própria classe política tem de buscar melhorar a sua imagem perante a opinião pública. Quem tem o exercício da atividade pública tem que se ater a outra prerrogativa, que é a da "Imunidade Parlamentar" (escreverei sobre o tema outra hora) e não se esconder atrás do foro privilegiado.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Amizades...sabores e dissabores!!!
Das colunas sociais e páginas de economia para os registros policiais, O empresário e "modelo de sucesso" de 9, em cada 10 brasileiros, Eike Batista viu seu "Castelo de cartas" ruir ao vincular seus negócios a políticos (políticos esses, da pior espécie, diga-se de passagem). E jamais imaginaria que suas relações com Lula, Dilma e, principalmente, com Sérgio Cabral terminariam com um mandado de prisão contra ele.
Isso tudo apenas dois meses depois da prisão do ex-governador do Rio de Janeiro. Cabral foi indiciado na Lava Jato e preso preventivamente por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Eike é suspeito de pagar propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador usando bancos estrangeiros. E essa acusação fez desmoronar toda a reputação do até então, exemplo de sucesso financeiro, o tornando um fugitivo da Interpol.
A amizade entre Eike e políticos ligados ao governo federal e estadual do Rio de Janeiro começou por volta de 2005 ou 2006 mais ou menos (lembremos: o Mensalão já era de conhecimento público, portanto, Eike não pode alegar que não sabia das falcatruas de seus novos amigos). Como dizia meu pai: Eike quis juntar "a fome com a vontade de comer", o empresário acreditou que, se juntando com o governo, conseguiria expandir ainda mais os seus negócios, sem o risco de ser incomodado por Receita Federal, Policia Federal, etc.
O pensamento de Eike começou a se materializar em um café da manhã na mansão do empresário no Rio, local onde, na semana passada, agentes da Polícia Federal tentaram prendê-lo. Foi nesse amistoso e farto café da manhã, que Eike começou seus laços com o governador Sérgio Cabral (que hoje sabemos que foi uma aposta errada do empresário).
Nessa época, Sérgio Cabral precisava de um financiador com a carteira recheada; Eike precisava de um político que pudesse resolver eventuais entraves que atrapalhassem os seus negócios. Cabral recebeu R$ 400 mil de Eike e venceu a eleição. Estava consolidada a aliança.
Já no poder, segundo a jornalista Malu Gaspar no livro "Tudo ou Nada — Eike Batista e a verdadeira história do Grupo X": “Cabral franquearia os gabinetes do governo à Eike”. E quando se encontrava com qualquer dificuldade, “bastava (ao empresário) recorrer ao governador, que pegava o telefone imediatamente e emitia uma ordem a algum subordinado resolvendo a situação”. Um exemplo disso? Cabral ordenou que o secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, desse prioridade absoluta ao projeto do Porto de Açu, que necessitava com urgência de licença ambiental. E assim foi feito.
Dai para entrar no esquema da "Lava Jato" foi apenas um "pulo". Eike passou a ser usado como "garoto propaganda" do Brasil "Empreendedor" que os governos Lula/Dilma tentaram "vender" para a sociedade brasileira e para o mundo. Apenas mais uma das ilusões que foram propagadas durante esse período e que, como podemos constatar, nada mais foi do que um grande golpe na economia do País.
Eike deveria escolher melhor suas amizades, principalmente para onde está indo agora. Se bem que,no presidio, as amizades sejam um pouco mais "honestas".
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Frase do dia
"Tudo é amor. Até o ódio, o qual julgas ser a antítese do amor, nada mais é senão o próprio amor que adoeceu gravemente"
Andre Luiz - Autor do livro "Nosso Lar" que foi psicografado por Chico Xavier
Andre Luiz - Autor do livro "Nosso Lar" que foi psicografado por Chico Xavier
Oportunismo na tragédia
As pessoas mais próximas a mim, sabem que minha mãe faleceu vítima de um AVC , portanto, tenho uma relação muito dificil quando se trata de abordar um tema que envolva essa questão. Pensei bastante antes de escrever essa postagem, mas os absurdos que tenho lido/ouvido durante esta semana, me fizeram tomar a decisão de escrever.
Na última terça-feira, dia 24/01, a senhora Maria Letícia da Silva, esposa do ex-presidente Lula foi internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vitima que foi de um AVC. Até ai trata-se de um drama familiar, envolvendo a família do ex-presidente e que não caberia a nenhum de nós opinar ou debater sobre isso, apenas orar para que a ex-primeira dama possa se recuperar deste acidente, que ao que parece, é muito grave e ela corre risco de morte.
Bem, mas no Brasil, as coisas não são bem assim. Bastou que os microfones da imprensa se direcionassem à porta do hospital, para que o presidente do famigerado "Instituto Lula" Paulo Okamotto, declarar que a "culpa" do estado de saúde da esposa de Lula era da Operação "Lava Jato". Nas palavras de Okamotto (que ainda não sei o motivo de não se encontrar preso): "As pressões que D.Marisa vinha sofrendo dessa operação mentirosa...". Ora, não duvido que as pressões das investigações tenham levado a senhora Marisa a sofrer o AVC, porém, tentar usar essa tragédia pessoal para desviar o foco e tentar desqualificar uma operação que vem "desnudando" toda a sujeira do maior esquema de corrupção do mundo, não é nada mais do que uma grande canalhice.
Desejo, sinceramente, que a senhora Lula da Silva consiga se recuperar. bem como, eu desejo que a operação "Lava Jato" vá bem mais a fundo e puna, quem tiver que punir, independente de partido político e de implicações de saúde. Só lembrando, Marisa Letícia também fez parte desse esquema criminoso.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Frase do Dia
"Dare er at miste sin balance øjeblik. Ikke vove er at miste sig selv" (Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se)
Soren Kierkegaard - Filosofo e Teólogo Dinamarquês
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