terça-feira, 6 de setembro de 2011

Congresso do PT


Marcado por contradições que deixaram claras as profundas diferenças de práticas e de pensamento existentes internamente, o Partido dos Trabalhadores (PT) realizou no final de semana o seu 4.º Congresso Nacional.

Como vem sendo a tônica desde a eleição de Lula para a Presidência do país, prevaleceu a vontade da cúpula do partido, que manobrou e conseguiu impor a linha que considera a mais adequada para o seu projeto de poder.

As alas petistas mais à esquerda viram cair por terra algumas bandeiras que pretendiam ver em vigor a partir das eleições municipais do próximo ano. Assim é que prevaleceu a tese da possibilidade de realização de coligações com partidos de oposição em 2012, contrariando a vontade de parte da agremiação que defendia o lançamento de candidaturas próprias...

Também no tocante às prévias para a indicação dos candidatos petistas, conforme disposição estatutária, abriu-se uma brecha que permite a dispensa da sua realização; já a consulta aos filiados sobre prováveis nomes está mantida, mas desde que seja da vontade de 2/3 dos membros do diretório...

O PT surgiu a mais de 30 anos como sendo uma proposta diferente de organização partidária, uma idéia que passava pela participação popular, que tinha como alicerces o movimento sindical do ABC de São Paulo, os movimentos camponeses (Principalmente do Rio Grande do Sul) e por setores das comunidades eclesiais de Base da Igreja Católica, essa agremiação já não existe mais, o PT é hoje uma máquina partidária muito bem estruturada, com uma burocracia que domina amplamente o partido e que não permite que os setores mais progressistas, que representam a essência do partido, possam ter espaço para defender suas idéias e sua ideologia...

Conheço vários militantes do PT que não estão satisfeitos com a condução do partido, mas que ainda resistem a burocracia e tentam a todo custo, trazer o partido para as suas origens, mas com o advento de chegar ao Poder, tirou o partido de sua linha original e o fez transformar em uma máquina muito grande, porém, sem a sua essência original...

11 de Setembro...10 anos!!!


Desde o 11 de Setembro de 2011, a noção de que religiosos radicais eram capazes de se suicidar levando consigo milhares de pessoas inocentes, tudo em nome da fé, acabou criando uma aversão generalizada aos muçulmanos...

A chamada "islamofobia" é um sentimento cego, ignorante e racista, uma reação aos absurdos cometidos por um grupo de terroristas que representam um porcentual ridículo do to­­tal de seguidores do Islã (são mais de 1,5 bilhão no mundo todo)...


Na realidade, o islamismo é extremamente diverso e nada tem de monocromático. Reúne pessoas de diferentes origens étnicas, culturais e sociais; são árabes, europeus,chineses, indonésios, africanos,  e americanos e nenhum membro, só por ser muçulmano, é um terrorista!!!

Propagada em larga escala pelo governo de Geor­­ge W. Bush, a mídia internacional logo cunhou a expressão “terrorismo islâmico”. O professor de Filosofia Jamil Ibrahim Iskandar considera as aspas da frase anterior um dos maiores equívocos do mundo pós-11 de Setembro, uma “tragédia da mídia americana”, para usar suas palavras...

“É um erro epistemológico sem precedentes”, diz, argumentando o professor, que a mídia acabou desconstruindo a palavra Islã, en­­quanto países islâmicos, na realidade, não pactuam com os terroristas...

De todos os legados ruins que a data de 11 de Setembro trouxe, uma delas é o enorme preconceito contra os muçulmanos, um absurdo que foi amplamente propagado e que até hoje ainda é motivo de ódio e medo contra membros de uma religião que prega o amor, o universalismo e a igualdade entre seus membros...

É preciso que conheçamos mais o Islã e aprendermos a respeitá-lo como uma religião forte, que fala de Deus e que é a religião monoteísta que mais cresce no mundo e não rotularmos, a todos, como terroristas!!!


Parada!!!

Amigos do blog..devidos a questões pessoais, vou dar uma parada nas postagens aqui da página...quem sabe eu volte a escrever em breve!!!