quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Aprendendo a se Relacionar

Este ilustre blogueiro resolveu voltar às atividades (sei lá por qual vez), após alguns meses de turbulências pessoais. E quero voltar falando de um tema um pouco mais intimista do que o habitual deste blog, falar de relacionamentos.

Muitos relacionamentos acabam fracassando pela cobrança excessiva. Queremos transferir para o outro aquilo que sempre idealizamos como "perfeição". Queremos que o outro seja uma cópia exata dos nossos anseios e desejos, puro egoísmo, e ai fechamos os olhos sobre os sentimentos e características do outro, não enxergamos a diferença, e aquilo que foge aos nossos padrões.

Meu caro amigo leitor, lamento te dizer, mas você não encontrará ninguém perfeito, e se você desistir de seu relacionamento por causa das diferenças, ai é bem provável que ao se relacionar novamente, você encontrará novos problemas. Se é que existe, o segredo de um relacionamento saudável é não exigir que o outro mude, é se adaptar as diferenças e aprender a lidar com isso. Levando como maior peso, as características que fizeram você se aproximar do parceiro (a).

Ora bolas, qual o problema se você gosta de Fruki gelado e ela de Coca Zero? Se você gosta de assistir um filme de suspense e ela de comédia romântica? Qual o problema se ele é daqueles caras que falam eu te amo todo dia? Ou que manda flores pra você no seu trabalho?

E se o modo dele te amar é passando a maior parte do tempo dele com você? E se a forma dele demonstrar que te ama é cuidar de você, mesmo você não precisando ser "cuidada", pois sempre soube se cuidar muito bem?

Infelizmente às vezes sufocamos um relacionamento com tantas cobranças, deixamos de valorizar o modo como o outro nos ama, queremos que alguém nos ame exatamente como amamos. Esquecemos que o amor não é uma teoria singular, não tem uma definição única. Amor é algo particular, cada um ama de um jeito e exterioriza o que sente de forma diferente. E ai, nosso egoísmo enquanto humanos, acaba não permitindo que a gente consiga aproveitar a maravilha que é, conviver com o outro, aprender com o outro.

A gente precisa aprender a linguagem do amor, mas não a do "nosso" amor, mas do amor do outro, entender como o parceiro ou a parceira nos ama, qual a sua maneira de amar. E, quando a gente entende isso, o amor se torna mais leve, se torna mais bonito porque descobrimos o novo. E então, às vezes assim sem querer, melhoramos muita coisa em prol do outro não porque ele ou ela nos pede incessantemente, mas porque queremos.

É fácil? Com certeza não, mas o amor é um aprendizado constante, é uma escolha diária. O amor é simplicidade. Relacionamento baseado em cobranças acaba se desgastando e o amor perde sua finalidade. Precisamos saber reconhecer o novo (e temos dificuldade de aceitar isso) valorizar a pessoa com quem nos relacionamos, saber lidar com as diferenças exige maturidade. E isso passa pela nossa capacidade de compreender o outro, valorizar o outro, "ceder", muitas vezes, é uma forma inteligente de "avançar".


Em suma, queridos amigos, não é o amor que sustenta um relacionamento, é o modo de se relacionar que sustenta o amor.






sexta-feira, 15 de julho de 2016

O Sonho



Aproveitando o período de turbulência pelo qual está passando o funcionalismo do Rio Grande do Sul, com uma greve de 3 dias (somente por “coincidência” ser no período da marcha em defesa da Dilma, o “Mortadelão”) em resposta às medidas que o governo estadual vem tomando para buscar sanear as contas públicas, eu lembrei uma frase que me soou, no mínimo, estranha quando a ouvi. Um juiz federal, que também é professor e escritor de livros para concurso público, chamado William Douglas, falou sobre: "sonho de passar em concurso público". 

Foi quando eu me deparei com a seguinte questão, se um grupo de pessoas supõe que ser funcionário público é um “sonho”, um objetivo que para ser atingido é necessário de um investimento financeiro e pessoal que chega a durar anos, é sinal que as coisas vão de mal a pior. Causa muita estranheza para mim que pessoas acreditem que o estreito mundo da burocracia seja o mais elevado nível de reconhecimento social e garantia econômica. São pessoas que olham a sociedade de cima para baixo, sabe-se lá por quê. Todavia, de uma coisa há de se concluir: quando uma parte não muito pequena da sociedade sonha com cargos públicos, tal fato revela a falta de opção, a pobreza econômica e a visão social turva de uma nação.

Mas amigos, é perfeitamente compreensível entender por que uma boa parte estudiosa e universitária da população brasileira procura cargos públicos: “A iniciativa privada paga maus salários e os empregos, em sua maioria, aparentam não serem promissores”. Os salários de cargos públicos, à primeira vista, são atraentes. Porém, pouca gente se pergunta o preço dessa mania e por que muitos empregos privados são tão ruins.

O resultado da equação é relativamente simples: cerca de quase metade da renda nacional está nas mãos do Estado. Essa renda toda, obviamente, não é produzida pelo funcionalismo, que no país, é um verdadeiro exército de gente empregada, estável e cara. No entanto, mesmo que o cidadão comum pague uma carga tributária pesadíssima, eis o que se vê nos serviços públicos em geral: hospitais e escolas públicas caindo aos pedaços, papeladas e mais papeladas para resolver problemas burocráticos que poderiam ser simples e a corrupção, que em certos setores, se torna generalizadas. E seus efeitos são sentidos também na iniciativa privada: pouca acumulação de capital e poupança, salários baixos, escassez de bons empregos e empobrecimento geral. E o empresariado brasileiro virando refém de cargas tributaria absurdas e que somente tiram a competitividade e diminuem o salário da iniciativa privada. Além disso, temos uma categoria que para de trabalhar quando quer (greve) e não presta conta para a sociedade do que de fato faz à custa do dinheiro de impostos de todos.

Eu tenho muitos amigos que são funcionários públicos, sou filho de funcionários públicos e minhas considerações jamais são de caráter pessoal, analiso questões práticas e políticas, não deixo de reconhecer que muitos funcionários públicos trabalham e trabalham bastante, mas falo da essência da coisa, falo do que esta por trás de todo esse processo.

Se não bastasse o mercado ser exaurido por conta dessa estrutura estatizante, uma boa parte da sociedade guarda também um forte resquício mercantilista. A empresa privada brasileira pode ser competitiva e muitos brasileiros são grandes empreendedores. Porém, eles enfrentam toda uma estrutura institucional que parece odiá-los e os hostiliza a todo o momento. A mentalidade vigente na política e na economia brasileira não parece gostar de livre concorrência. Empresa privada que se dá bem é aquela que presta salamaleques ao governo e vive numa bizarra espécie de capitalismo sem riscos, dai o surgimento dos cartéis e de escândalos de corrupção que proliferam toda hora nos noticiários brasileiros. Olha o paradoxo, os lucros são privados e os riscos são públicos. É por isso que muita gente foge do ofício de ser empresário. Há toda uma sorte de dores de cabeça para realizar tal atividade: impostos altíssimos, fiscais da receita ou do trabalho corruptos, direitos trabalhistas altos e impagáveis, contas pesadas a pagar, sem contar as dificuldades inúteis para regularizar uma empresa. Até fechar um negócio se torna dispendioso. A despeito de ser o elemento motivador que gera a riqueza econômica do país, o empresário é estigmatizado como uma criatura exploradora e parasita, cuja atividade é uma "concessão" que o Estado oferece, como um mal necessário. As restrições burocráticas ao livre mercado são assombrosas e desestimulantes. Cabe acrescentar outras dificuldades graves: as reservas de mercado nas práticas empresariais, profissões, ofícios. E também privilégios em relação aos empréstimos, subsídios e incentivos fiscais que o Estado proporciona para certos empresários amigos do rei ou no caso atual, da rainha. A concorrência, neste caso, se torna desleal.

Querem outro exemplo disso: Quando o eleitorado vota inspirado no assistencialismo governamental. O retrato dessa anomalia são programas ao estilo da bolsa-família e demais subsídios aos chamados “usuários da assistência”. Na mentalidade da maioria dos nossos eleitores, o Estado deve ser como um pai, um coronel, um senhor de engenho, foi caridoso, deu de comer aos “famélicos da terra”. Ou seja, o Estado não é uma figura burocrática e impessoal. Ele tem sentimentos e vontade própria. Sua ação não se faz por conta das leis, para retribuir à sociedade o que recolheu em impostos, mas porque realiza um "favor", uma generosidade, uma boa ação ao povo pobre e oprimido. Assim pensaram os eleitores mais pobres que votaram em peso em Dilma Rousseff para presidente. Na mentalidade deles, o Estado não é uma entidade abstrata, porém uma figura personalizada, na pessoa do senhor Luís Inácio Lula da Silva. O mesmo se aplica ao chamado Prouni, ao subsídio que o governo federal dá aos estudantes pobres para ingressarem nas universidades, onde uma atriz fala com todo o orgulho possível: “Antes, medicina era coisa pra rico”, que nem um lacaio de senzala ou um menino de recados do Brasil colonial, a alegre atriz reproduz um pensamento secular de servilismo arraigado na população brasileira.

Mesmo a psicologia da criatura da propaganda do Prouni reflete um atraso civilizador:  Medicina, assim como funcionalismo público, não é uma atividade profissional como outra qualquer, dentro de uma nação capitalista e democrática. É uma outorga governamental, um status bacharelesco, que a distingue dos seres mortais, tal como os nobres do Antigo Regime. Por mais que o governo jorre dinheiro para universidades de péssima qualidade, inclusive, sendo que a maioria delas tenha as piores notas no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), o importante não é ter cultura intelectual séria, mas sim distribuir diplomas a granel, inflar as estatísticas governamentais e formar centenas de milhares de bacharéis analfabetos funcionais.

E essa é a lógica do funcionalismo público como um sonho de consumo de quem prefere utilizar a sua capacidade intelectual, não em “Servir ao público”, mas em função de uma “Estabilidade” que vai garantir a tão sonhada tranquilidade para que esse profissional não tenha com o que se preocupar, independente de seu desempenho profissional. E isso cria um problema muito sério, pois, para cada profissional sério, dedicado e competente, existe uma legião de pessoas que se acomodam em suas funções e com não podem ser tocadas e que acabam não sendo avaliadas em suas funções e causando desequilíbrio na gestão do estado. A culpa desse desequilíbrio não é do funcionário público e sim do funcionalismo, ou seja, da forma deturpada com a qual gerações de políticos brasileiros vem alimentando durante séculos nesse País, isso é o que penso e penso também que está na hora de trazer para a discussão política uma reforma profunda no sistema funcional brasileiro, inclusive para proteger os funcionários públicos competentes e que, de fato, tem compromisso com o “servir ao público”, esse é o meu sonho!

A Educação enquanto Doutrina

A influencia da psicanalise tem sido cada vez mais forte dentro da educação, essa visão psicanalítica vem sendo tão fortemente usada que até mesmo os pedagogos esquerdistas vêm adotando essa prática, e sabemos nós o quanto a esquerda tem hegemonia na educação, não somente aqui no Brasil, como em boa parte do mundo ocidental. A esquerda entendeu que conseguiria atingir melhor os seus propósitos, mesmo que em longo prazo, poderiam “fazer a cabeça” dos jovens. Essa visão fez com que grupos que desejam subjugar as massas e incutir neles as suas doutrinas, a perceber que era necessário o domínio de qualquer instituição que pudesse levar esse grupo a dominar e controlar a vida intelectual da sociedade, em particular, as escolas, as universidades e vários segmentos da mídia. Dessa forma, a educação passou a ser um instrumento eminentemente político, seja de grupos partidários ou religiosos.

Querem um exemplo bem marcante disso que estou dizendo? Vamos relembrar um pouco sobre o pedagogo brasileiro Paulo Freire, que se tronou famoso pelo seu método de alfabetização, principalmente de adultos, mais precisamente de operários e camponeses, seu trabalho consistia em: “A pedagogia que ele defende tem por fim a conscientização, ou seja, o fundamental não seria a alfabetização e sim a formação de uma consciência das relações sociais” (Esse foi o depoimento de Frei Betto, quando da morte de Paulo Freire, ao jornal “O Globo” de maio de 1997), um dos pontos mais importantes de sua obra mais famosa “A Pedagogia do Oprimido”, evidentemente escrita na ótica marxista, é de que a educação é um ato político o objetivo não está em alfabetizar o aluno e sim, como uma ferramenta de doutrinação do aluno.

Alguns amigos dirão que estou exagerando, não é? Pois bem, alguém lembra que durante as décadas de 60, 70 e até a de 80, não havia quarto de adolescente “pequeno burguês”, que nem eu, ou de um “filhinho de papai”, que não tinha um quadro do infeliz guerrilheiro Che Guevara, ao lado de pôster de ídolos da cultura pop, como Beatles, Michael Jackson ou de um dos grupos de rock, do chamado “Rock Nacional”, e isso não era nada por acaso, e sim induzido pelos nossos professores nas salas de aula pelo país a fora. Aliás, o mais importante nesse contexto de “boas intenções” era a exigência por parte dos “intelectuais” que foram oriundos desse período de suprimir qualquer tipo de censura, sob o manto de que é necessário preservar a “Liberdade de Expressão”, pois bem, a consequência mais imediata desse tipo de atitude foi a publicação em páginas da Internet de técnicas e textos sobre a fabricação de artefatos e bombas e atentados biológicos, o que fomentou ainda mais a expansão de atos terroristas (exagero? Estuda um pouco da história nos últimos 20 ou 30 anos).

Outro exemplo interessante da utilização da educação como ferramenta de doutrinação ideológica ocorreu na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Durante a década de 70, do século passado, foi realizada nessa instituição de orientação católica, a maior perseguição a professores que se opunham ao ideário marxista, o então reitor da época, padre Mac Dowell foi alertado sobre isso, mas, quando tardiamente percebeu a manobra que acontecia em sua instituição, já era tarde demais, sua própria substituição do cargo foi uma exigência dos próprios marxistas que ele demorou a combater. Esse processo foi evoluindo de uma forma muito simples, foi sendo expurgado e perseguido dentro das universidades aqueles professores que não “rezavam” pela cartilha marxista, fazendo com o que esses professores acabassem se tornando minoria, e dai por diante, tudo passou a ser decidida através do “voto democrático”, obedecendo ao desejo da maioria, obviamente, maioria essa que fora construída através de anos de expurgo aos adversários antimarxistas.

Novamente poderão dizer que estou exagerando, que isso não passa de conversa fiada para deturpar a história e manchar a “memória” daqueles que lutaram por uma “Educação pública, gratuita e de qualidade”, pois então, professores oriundos do IME (Instituto Militar de Engenharia), que haviam construído todas as bases do Centro Técnico Cientifico foram demitidos, outros educadores que não estavam alinhados com o marxismo também foram perseguidos e demitidos, caso dos professores Anna Maria Moog e Antônio Paim, do diretor do departamento de psicologia Aroldo Rodrigues e do diretor do departamento de psicologia Arthur Rios, isso somente para citar os casos mais emblemáticos, ah e tem também o caso de dois professores da área de biomédica que tiveram seus nomes citados no livro “Brasil Nunca Mais”, como sendo colaboradores do regime militar e que foram tirados de seus postos.

Este é o grande problema de se utilizar a educação como instrumento de doutrinação política ou ideológica, tira do aluno a oportunidade de formar a sua própria consciência, faz dele um autômato que raciocina pela ótica de ideologia hegemônica (toda vez que alguém for discutir com alguém de esquerda, por exemplo, e utilizar termos como “desconstruir” ou “políticas afirmativas”, esse alguém já começara a discussão com “derrota”, pois usará termos que são oriundos da própria esquerda). Esse aluno deixa de ser um “sujeito pensante” para se tornar um “repetidor de doutrina”.

Portanto, não foi a toa que a Igreja Católica e a Igreja Metodista, implementaram uma enorme rede de escolas. E isso foi muito utilizado não somente pelos regimes totalitários, como os nazistas que criaram a “Juventude Hitlerista” e a URSS, onde o Partido Comunista controlava a educação com “Mão de Ferro”, mas também é utilizado disfarçadamente por todos os grupos que ambicionam chegar ao poder. Os marxistas entenderam isso desde cedo, por isso se infiltraram no corpo docente das escolas e das universidades, para poder ocupar esse espaço e introduzir nele seus conceitos.


O caro leitor já parou para se perguntar o porquê de muitos líderes terroristas terem uma formação superior? De serem oriundos de grandes instituições de ensino? Não podemos esquecer que os líderes de grupos como o “Baden Meinhoff” , o “Tupac Amaru”, o “Sendero Luminoso” vieram de dentro das universidades e foram influenciados por toda uma linha de doutrinação ideológica que fazia desses jovens, verdadeiras “máquinas de guerra” contra o sistema. Eu estou falando sobre situações que aconteceram e que somente agora se começa a tocar nesse assunto, durante muitos anos (e ainda nos dias de hoje) é quase uma “Heresia” questionar alguns preceitos da educação brasileira na sua vertente predominante que é a marxista, por isso a importância de que esse tipo de assunto seja bastante discutido e difundido e cada brasileiro que queira pensar pela sua própria consciência, busque estudar e tirar suas próprias conclusões e não ficar preso aos “dogmas” da educação aparelhada. Como diz a bandeira de Minas Gerais: “Liberdade, ainda que tardia”.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O fim do Ministério é o fim da Cultura?

O governo interino de Michel Temer que tomou posse ontem trouxe alguma alterações ministeriais, tanto de nomes, com de quantidade e incorporações de pastas, Dentre estas incorporações, destaco aqui a extinção do Ministério da Cultura e sua incorporação ao Ministério da Educação que causou uma enorme discussão nos meios culturais e artísticos do País.

Não quero aqui fazer uma defesa do governo e nem falar sobre economia de gastos ou algo assim. Quero falar sobre um tema que parece em pauta, mas que ainda não é muito bem entendido por grande parte da sociedade: O que é Cultura?

Pois bem, vamos lá: Antigamente a Cultura era uma busca de objetivos superiores à simples sobrevivência material. Essa definição pode ser estudada na Grécia antiga e em alguns povos indígenas das Américas (Falando isso do Ocidente). Porém hoje em dia o que é chamado de "Cultura" é a criação ilimitada de novos "apetites" materiais que se multiplicam a toda hora e que impedem que a sociedade de vislumbram novas ambições.

Senão vejamos, todos os debates ditos "culturais" da atualidade se desenvolvem em torno de assuntos ligados à vida corporal e à busca de bens de ordem material. De um lado, os interesses econômicos: Os capitalistas clamam que o único bem é a riqueza e os socialistas contrapõem alegando que o único mal é a pobreza. De outro prisma, são ambições de ordem sexual elevadas até um certo grau de delírio: Após o direito dos homossexuais, se proclama ao absurdo do direito á pedofilia, e por ai vai. O crescimento das necessidades e das insatisfações materiais não tem limite, uma vez que se tenha optado por essa direção.

O mais tragicamente irônico de tudo isso é que a tradição da chamada Cultura "politicamente engajada", que já foi um enorme instrumento de libertação, acabou se tornando um instrumento de escravização: Ela acabou tornando os homens escravos de suas insatisfações menores, de modo que não consigam olhar para o alto e buscar uma vida e uma sociedade mais elevadas. hoje é preciso que cada um só pense naquilo que o incomoda de modo imediato, seja um desejo sexual insatisfeito, seja da fumaça do cigarro que o perturba, seja a falta de dinheiro ou o ódio irracional contra aqueles que ele imagina mas felizes. 

Sou da opinião de que as pessoas que se prendem a esse tipo de coisas permanecem eternamente como imaturas, sem jamais conseguir adquirir uma maturidade que significa renúncia, perdão, generosidade, tolerância, respeito. A Cultura acabou se tornando uma forma de "Infantilização Universal".Não consigo enxergar uma definição de Cultura que se adeque por igual a isso e àquilo que antes se chamava por esse nome. Não se trata nem de especies do mesmo gênero, portanto toda a filosofia da Cultura etá condenada a se tornar história das culturas antigas ou da legitimação ideológica desse novo instrumento que, de Cultura, só tem em comum a nomenclatura.

Dai eu volto à pergunta que dá título para este post: "O fim do Ministério é o fim da Cultura?" Tirem suas conclusões.

Deus

Fui perguntado ontem se eu acreditava em Jesus, o que, em tese significa perguntar se eu acredito em Deus! Apesar de ter respondido com o rompante da pergunta, a questão ficou em minha mente e procurei trabalhar um pouco mais para responder (?) e compartilhar com os amigos leitores deste Blog sobre essa questão que parece bem delicada nos dias de hoje.

Sobre a pergunta sobre a crença em Deus, eu busco uma citação de Henry Miller: O problema não é se eu acredito em Deus, mas se Deus acredita em mim".

Para mim a existência de Deus é uma realidade indiscutível, na medida em que Deus está relacionado com a infinitude metafísica (Conforme cita Olavo de Carvalho em um de seus textos sobre o tema), infinitude metafísica que nada mais é do que o fundamento básico para tudo aquilo que existe, que é real, que é possível. É verdade que nos dias de hoje as pessoas tem muita dificuldade em compreender esse conceito, em virtude de terem se deixado enganar por lógicas mentirosas e acabaram por perder todo o sentido daquilo que chamamos de infinitude metafísica.

Quando Miller responde à esse questionamento, ele quer dizer que nossa vida é uma história que é escrita por Deus e por nós, e que no "roteiro" de sua vida você pode escolher qual o papel que você quer exercer: Se um mentiroso, um salafrário. É importante ter ideias verdadeiras e honestas, mas isso só não basta, é necessário que você seja honesto e verdadeiro.E o que isso quer dizer? Quer dizer que você não deve dizer que sabe algo que não sabe e nem dizer que não sabe aquilo que sabe.

Se você não for fiel a essas premissas, a sua vida é uma grande mentira e aquele conteúdo que você alega ter em seus pensamentos não passam de uma grande farsa (Aquela pequena parcela de verdade que a mentira precisa para se tornar admissível). Nesse caso, Deus não pode acreditar em você, pois na verdade, você não existe.

Sei que o tema não é tão simples de ser abordado e como disse antes, a maioria das pessoas está "contaminada" com falsas lógicas, mas que sirva como um caminho para que possamos estudar um pouco mais o universo metafísico e buscar compreender um pouco mas sobre a existência humana.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Até quando???

O cidadão brasileiro decente, foi dormir ontem com uma sensação de vergonha de fazer parte de um País que é governado por uma verdadeira quadrilha que se instalou no palácio do Planalto. A quebra (diga-se de passagem, legal) do sigilo das ações da 24ª parte da "Operação Lava Jato", mostrou algumas das tentativas e articulações do ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva em fugir das investigações que, até que enfim, chegaram até ele.

O que o ex-presidente Lula afirma em uma ligação telefônica interceptada pela Polícia Federal, que é necessário que os deputados do PT precisam "achincalhar" o juiz Sérgio Moro e a equipe da Operação Lava Jato porque eles "têm que ter medo" e "preocupação", é um verdadeiro ultraje ao estado democrático de direito. Um sujeito com esse tipo de postura, não merece outra coisa senão a cadeia!!!

A conversa que citei é com o deputado petista Wadih Damous do Rio de Janeiro.. 

Na tal conversa, Lula combina estratégias de ofensiva contra a "Operação Lava Jato". As informações foram transcritas pela Polícia Federal e enviadas ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

"Eu tô botando muita fé de que se a nossa bancada tiver animada ela pode fazer a diferença nesse processo com o Moro, com Lava Jato, com qualquer coisa, sabe?", disse Lula. Ai eu pergunto aos amigos do Blog: É coisa que um homem que já governou este País faça???

E ainda tem mais: "Eu acho que eles têm que ter em conta o seguinte, bicho, eles têm que ter medo". Disse o agora chefe da Casa Civil da Presidência da República.

O tal deputado Wadih concorda e Lula continua vociferando: 

"Eles têm que ter preocupação... um filho da P... desses qualquer que fala m..., ele tem que dormir sabendo que no dia seguinte vai ter dez deputados na casa dele enchendo o saco, no escritório dele enchendo o saco, vai ter uma representação no Supremo Tribunal Federal, vai ter qualquer coisa", 

O ex-presidente diz ainda: "porque a gente não pode achincalhar?".

Meus caros amigos, até quando vamos permitir que esse tipo de coisa aconteça? Até quando teremos cidadãos "acima da Lei"?

Quero fazer valer a frase de um Líder sindical da década de 1980. que disse o seguinte:

“No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro”

Sem mais para o momento!!!

terça-feira, 15 de março de 2016

Então...

Com tudo que anda acontecendo na Política brasileira, eu ainda me pergunto: Por que assinar o Netflix???

A arte de Crescer: como educar a geração T


Esse é um texto escrito por mim e pela pedagoga Kelli Mattes, falando sobre a educação de crianças na sociedade contemporânea, os desafios, as características e todo o processo que envolve conviver com a geração que chamamos de "Geração T". Esperamos que o texto contribua com educadores e pai, no difícil processo de educar nossas crianças!!!

            "A sociedade contemporânea, sua velocidade e suas inúmeras formas de informação, trouxeram para o mundo uma gama de fenômenos espetaculares, tanto na área da comunicação, como na conduta de cada um de nós. Com a tecnologia que temos hoje disponível em casa, muitas situações que antes só existiam nos mais inusitados filmes de ficção científica, ficaram acessíveis para o dia a dia de nossa família. Temos à disposição diversos equipamentos eletrônicos que facilitam a nossa vida. A internet propiciou uma comunicação quase que instantânea com o mundo e isso alterou a dinâmica das famílias e não somente de forma saudável.

            O acesso à tecnologia, que deveria facilitar procedimentos, oportunizar acesso ao lazer, a aproximação das pessoas, está gradativamente escravizando-as. Perdemos qualidade de vida no momento em que permanecemos conectados ao trabalho, mesmo após o encerramento do expediente. Perdemos qualidade de vida quando deixamos de olhar no olho do outro e partilhar momentos. Perdemos qualidade de vida quando ficamos conectados a máquinas feito peças, como a personagem retratada por Chaplin no filme “Tempos Modernos”.
           
            Nossa sociedade fez com as pessoas trabalhassem mais tempo do que antes e estivessem mais disponíveis às empresas (mesmo com as leis trabalhistas brasileiras, que permitem uma regulamentação de horário), deixando de dedicar mais tempo para as atividades domésticas e o convívio familiar.

            Como se não bastasse o tempo reduzido,  a presença física não garante mais o contato e a interação familiar. Se outrora as famílias reuniam-se para contar causos e compartilhar experiências, na atualidade, muitas vezes mal conversam entre si. Há muito que fazer: jornadas duplas, até triplas, somam aos compromissos profissionais, a responsabilidade das lidas domésticas. E numa sociedade de famílias que mal conversam, uma seleta oferta tecnológica de lazer, fez com que acabássemos formando uma geração de “autistas digitais”, fechados em seu mundo, que didaticamente chamaremos de geração T – de tecnologia e de tédio.

            Nossas crianças e jovens conversam muito entre si, verdade, mas via computador. Se deixássemos, levariam seus celulares para a escola e  optariam por conversar com os amigos virtuais, ao invés dos colegas de escola. Quando saem com os amigos, usam o mesmo celular, para registrar cada momento, ao invés de vivenciá-lo. E para completar, acabam estranhamente conversando com os colegas de escola, que fisicamente são ignorados. Um paradoxo que vivemos e que traz consequências muito fortes na relação de convivência e aprendizagem dessa geração.

            Nas relações virtuais, eu posso ser quem eu desejar e vestir as máscaras que me forem mais convenientes. E isso, além de colocar as pessoas em risco, visto que muitas vezes não tem noção de quem é a pessoa com a qual verdadeiramente estão se relacionando, acaba por privá-las da real convivência. Inevitavelmente, faz com que percam as oportunidades de ensaiar momentos de frustração e divergência, que se multiplicarão na vida adulta.

            A geração T não está sendo ensinada a desenvolver a criatividade, porque os brinquedos chegam prontos e brincam até sozinhos. Não há porque construir uma estrada na areia, porque uma pista muito mais bonita do que a criança criaria está à disposição nas lojas. Não há porque inventar conversas entre bonecas, nem criar roupas, porque as bonecas falam, andam e tem uma gama de vestimentas a preços acessíveis.

            E tudo passou a ser arriscado: é melhor não subir na árvore para não correr o risco de cair; é melhor não jogar bola para não levar uma bolada; é melhor elogiar demasiadamente para evitar a frustração.

            Só que a vida é repleta de frustrações e o mundo não é virtual. Pense:
            - Quantas vezes na vida adulta você teve que mentalmente escalar árvores para resolver problemas?
            -Quantas vezes na vida adulta você teve que ensaiar um pulo instantâneo de corda para evitar uma puxada de tapete?
            - Quantas vezes na vida adulta você teve que construir estradas para encontrar novos caminhos?
            -Quantas vezes você teve que repetir uma mesma ação, colecionando derrotas, até que pudesse atingir a maestria?

            O que mais nos chama a atenção na atualidade, é a constatação de que a geração T não suporta e não sabe lidar com as contrariedades da vida. Não luta e nem sequer se esforça em resolver situações mais complexas. Não tem paciência para procurar algo em casa, sendo que muitas vezes está a sua frente.

            A geração T é extremamente inteligente, mas, em contrapartida, ansiosa, impaciente e entediada. O acesso às coisas é tão rápido, que elas perdem a graça tão rápido, quanto chegam. Não estão aprendendo a gerenciar suas emoções de forma saudável e precisam ser estimuladas a desenvolver esta habilidade.

            Uma bola e uma boneca eram muitas vezes o único brinquedo que um menino e uma menina da nossa geração recebiam em um ano e eram fonte de meses de alegria. As crianças e adolescentes dessa geração não se satisfazem com uma lista de presentes. Se entediam facilmente. Não que não sentíssemos tédio. Fazíamos “sala” para as visitas, visitávamos a vizinha fofoqueira e éramos ensinados a respeitar a tia que aparentemente pegava no nosso pé. Recebíamos lições de tolerância e gentileza. E encontrávamos uma alternativa para nos divertir, mesmo frente a situações adversas. A geração T prefere não ter ou não fazer algo, a divertir-se com algo que não esteja totalmente perfeito e a sua completa disposição.

             Mas estamos longe de ser contrários à tecnologia e à inovação. O desafio está em tornar seu uso demasiado. A proibição de acesso a TV, games ou internet, bem como a tentativa de negar a realidade de sua predominância, como família ou escola, de nada adiantarão. O que precisamos é nos adequar a esse “novo mundo”. A tecnologia pode ser sadia, desde que dosada com outras experiências e utilizada de forma consciente, com verificação de fontes de informações e proteção da privacidade.

            O excesso de liberdade e de oferta tecnológica está resultando numa geração acomodada no isolamento, geniosa, desejando vivenciar no cotidiano o mesmo '‘boom’' reprisado nos meios de comunicação. As relações estão se tornando tanto “fast”, quanto todos os “fast foods” que elas já visitaram. Elas estão se tornando tão emocionalmente frágeis e vazias, quanto um computador offline. E resultando em pais e professores questionando-se “onde foi que erraram”, visto que oportunizaram o acesso a tudo que não tiveram em sua infância limitada e educação retrógrada. Os filhos, em contrapartida, disseminam o descontentamento pela incapacidade dos pais em atenderem totalmente suas expectativas, uma compensação pela falta de tempo, que não tem compensação.

            Após tantas reflexões, fica um questionamento:

            E se não ensinarmos nossos filhos a arte de crescer, quem ensinará?
           
            A vida. E provavelmente, de forma muito dura.
           
            Comece agora: desconecte-se do mundo e conecte-se a sua família."

Perguntar será que ofende?

Por que o Mercadante ainda não esta preso???

"Educação ao Contrário"

Lendo um artigo escrito pelo professor Olavo de Carvalho para o "Jornal do Comercio" em 2009, comecei a pensar o quão mal estamos lidando com a Educação neste País. Sei que isso vai gerar uma enorme polêmica, mas não existe coisa melhor para o crescimento, do que a oportunidade do debate!!!

Aos que se interessarem pelo texto, eis ele ai:

"Clicando no Google a palavra “Educação” seguida da expressão “direito de todos”, encontrei 671 mil referências. Só de artigos acadêmicos a respeito, 5.120. “Educação inclusiva” dá 262 mil respostas. Experimente clicar agora “Educar-se é dever de cada um”: nenhum resultado. “Educar-se é dever de todos”: nenhum resultado. “Educar-se é dever do cidadão”: nenhum resultado.

Isso basta para explicar por que os estudantes brasileiros tiram sempre os últimos lugares nos testes internacionais. A ideia de que educar-se seja um dever jamais parece ter ocorrido às mentes iluminadas que orientam (ou desorientam) a formação (ou deformação) das mentes das nossas crianças.

Eis também a razão pela qual, quando meus filhos me perguntavam por que tinham de ir para a escola, eu só conseguia lhes responder que se não fizessem isso eu iria para a cadeia; que, portanto, deveriam submeter-se àquele ritual absurdo por amor ao seu velho pai. Jamais consegui encontrar outra justificativa. Também lhes recomendei que só se esforçassem o bastante para tirar as notas mínimas, sem perder mais tempo com aquela bobagem. Se quisessem adquirir cultura, que estudassem em casa, sob a minha orientação. Tenho oito filhos. Nenhum deles é inculto. Mas o mais erudito de todos, não por coincidência, é aquele que freqüentou escola por menos tempo.

A ideia de que a educação é um direito é uma das mais esquisitas que já passaram pela mente humana. É só a repetição obsessiva que lhe dá alguma credibilidade. Que é um direito, afinal? É uma obrigação que alguém tem para com você. Amputado da obrigação que impõe a um terceiro, o direito não tem substância nenhuma. É como dizer que as crianças têm direito à alimentação sem que ninguém tenha a obrigação de alimentá-las. A palavra “direito” é apenas um modo eufemístico de designar a obrigação dos outros.

Os outros, no caso, são as pessoas e instituições nominalmente incumbidas de “dar” educação aos brasileiros: professores, pedagogos, ministros, intelectuais e uma multidão de burocratas. 

Quando essas criaturas dizem que você tem direito à educação, estão apenas enunciando uma obrigação que incumbe a elas próprias. Por que, então, fazem disso uma campanha publicitária? Por que publicam anúncios que logicamente só devem ser lidos por elas mesmas? Será que até para se convencer das suas próprias obrigações elas têm de gastar dinheiro do governo? Ou são tão preguiçosas que precisam incitar a população para que as pressione a cumprir seu dever? Cada tostão gasto em campanhas desse tipo é um absurdo e um crime.

Mais ainda, a experiência universal dos educadores genuínos prova que o sujeito ativo do processo educacional é o estudante, não o professor, o diretor da escola ou toda a burocracia estatal reunida. Ninguém pode “dar” educação a ninguém. Educação é uma conquista pessoal, e só se obtém quando o impulso para ela é sincero, vem do fundo da alma e não de uma obrigação imposta de fora. 

Ninguém se educa contra a sua própria vontade, no mínimo porque estudar requer concentração, e pressão de fora é o contrário da concentração. O máximo que um estudante pode receber de fora são os meios e a oportunidade de educar-se. Mas isso não servirá para nada se ele não estiver motivado a buscar conhecimento. Gritar no ouvido dele que a educação é um direito seu só o impele a cobrar tudo dos outros – do Estado, da sociedade – e nada de si mesmo.

Se há uma coisa óbvia na cultura brasileira, é o desprezo pelo conhecimento e a concomitante veneração pelos títulos e diplomas que dão acesso aos bons empregos. Isso é uma constante que vem do tempo do Império e já foi abundantemente documentada na nossa literatura. 

Nessas condições, campanhas publicitárias que enfatizem a educação como um direito a ser cobrado e não como uma obrigação a ser cumprida pelo próprio destinatário da campanha têm um efeito corruptor quase tão grave quanto o do tráfico de drogas. Elas incitam as pessoas a esperar que o governo lhes dê a ferramenta mágica para subir na vida sem que isto implique, da parte delas, nenhum amor aos estudos, e sim apenas o desejo do diploma"