quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Qual o cheque que você prefere???

Após ouvir o último debate dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, ocorrido na associação de rádios e tv do estado e teve como ponto alto, os tons mais elevados de campanha que os dois postulantes ao Piratini utilizaram. Tanto o governador Tarso Genro (PT), quanto o seu adversário José Ivo Sartori (PMDB), elevaram bastante as acusações sobre o adversário. Propostas concretas, eu confesso que ouvi pouquíssimas (de ambos os lados), a principal característica deste debate foi o das acusações. E dentre essas acusações, me chamaram a atenção quando cada candidato rotulou o outro de "Cheque", o que não deixa de ser hilário, pois parece que o eleitor gaúcho se ornou um cliente de banco e daquele cliente com escolhas bem complicadas.

Tarso Genro acusou Sartori de ser um "Cheque em Branco", pois quem votar em no candidato da oposição, estará votando em um candidato sem nenhuma proposta, sem um programa de governo definido e com sérias dúvidas quanto a sua capacidade de administrar o Rio Grande. Tarso insistiu nessa tônica durante quase todo o debate, chegando a causar um certo mal estar entre os debatedores e os jornalistas presentes.

Já José Ivo Sartori rebateu dizendo que Tarso Genro é um "Cheque sem Fundos", pois durante a sua campanha em 2010, o atual governador teria feito uma série de promessas, promessas essas que, segundo Sartori, não foram cumpridas ao longo do mandato do atual governador gaúcho. Esse ataque também causou mal estar entre os oponentes e fez com que, o atual governador, chegasse a se exaltar em alguns momentos.

Independente de qual dos "Cheques" é o verdadeiro, a minha maior preocupação/pergunta é: Será que o sujeito que irá governar o Rio Grande durante os próximos 4 anos, será alguém que não tenha a credibilidade necessária para exercer o cargo? Não sou eleitor gaúcho, apesar de morar em Porto Alegre, meu título de eleitor é do Paraná, mas tenho a mesma preocupação dos meus amigos gaúchos pois, morando aqui, sofrerei as consequências da decisão que será tomada no próximo domingo e por sua vez, das decisões que o próximo governador tomará ao longo de seu mandato.

Gostaria que essa minha primeira experiencia em viver uma eleição aqui nesse belo e querido estado, fosse com uma qualidade maior de propostas, de programas e de projetos e que os debates fossem mais qualificados dos que eu pude assistir/ouvir nesse segundo turno. Se votasse aqui, já saberia em qual "Cheque" eu iria apostar, mas deixo no ar a pergunta: Sera que o eleitor gaúcho merece um "Cheque", seja ele em branco ou sem fundos, como governador do estado? tenho certeza que não!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Querência

Como já disse antes aqui nesse blog, me atrevo a escrever versos, nem bons, nem ruins...mas os meus versos. Esse se chama "Minha Querência" e espero que apreciem!!!

Minha Querência

De onde vim já nem sei
Para onde vou, ainda verei
Minha terra, tua rua
Minha casa, a vida tua

Sei que meu lugar é onde estou
Sei que tenho muito à conquistar
Mas quero muito o meu lugar
Quero uma querência pra mim

Sei que pode demorar, sei que esse dia vai chegar
Quero que fique bem claro, para o Rio Grande e o Paraná
Minha querência querida, minha terra, meu lugar
Será dentro de ti
Será onde tu estás!!!

Perguntar será que ofende?

Alguém ai sabe explicar o "fenômeno" Sartori???

História, ahhh...a História!!!

Os meus queridos e fiéis leitores deste blog sabem que além de "aprendiz" de escriba, este blogueiro também é versado em uma ciência chamada História, que de tão judiada e mal interpretada, muitos acreditam que ela não seja importante e mais, alguns acreditam que ela até tenha fim! Mas, independente disto, meus colegas historiadores sabem que não se analisa nada, sem que se faça uma contextualização, uma adequação ao momento em que tal fato ou tal movimento foi ou não realizado, e quais as condições materiais, econômicas, culturais e sociais que influenciavam o processo, no momento em que o mesmo acontecia.

Durante esse processo eleitoral, muito me chamou a atenção algumas comparações "históricas" que foram apresentadas como verdades absolutas, como se não existisse nenhum contexto, nenhuma das técnicas de analises históricas que aprendemos na academia. As comparações são realizadas como se os fatos acontecessem no mesmo período histórico e com as mesmas condições citadas anteriormente.Isso vindo de militantes, coordenadores de campanha ou de apenas pessoas que não tenham embasamento histórico para analisar, eu até compreendo e, vá lá, aceito. 

Agora, esse tipo de analise, vinda de pessoas com conhecimento técnico em história, sociologia, em ciências humanas em geral, isso eu não tenho como "perdoar', é uma agressão a todos os métodos científicos de analise histórica. A paixão política acaba cegando aqueles que têm, por obrigação técnica e acadêmica, a capacidade de entender como se dão esses processos históricos. Sei que o assunto não é dos mais agradáveis, alguns amigos e colegas irão reclamar deste texto, mas n~~ao aguento mais essa  afronta contra uma das mais belas áreas do conhecimento humano.

Que se tenha uma ideologia, um partido, um projeto de poder, tudo isso é válido e perfeitamente compreensível, uma pena que alguns colegas e algumas excelentes pessoas com conhecimento técnico se deixem levar pela ótica dos "marqueteiros de plantão", que apenas enxergam os números de suas pesquisas internas, se nenhuma preocupação em manter o minimo de qualidade nos debates e nas propostas de seus candidatos.

Quem ganha e quem perde?

Quem leu a minha postagem anterior sobre o "medo", deve saber que deixei bem claro que não existe nenhuma possibilidade, séria, de se apontar hoje, quem será eleito presidente da republica no próximo dia 26/10 e digo isso sem nenhuma tentativa de me abster do processo ou de, como dizem alguns, ficar em "cima do muro'. digo que tudo está indefinido, pois os institutos de pesquisa apontam sempre empate técnico nas pesquisas de segundo turno e o fato de quem está na frente da vez, não aponta nenhuma "virada', pois não se vira nada, quando se esta empatado.Já a utilização das pesquisas por parte das campanhas, isso é livre e deve ser feito.

Na verdade, a minha intenção nesta postagem é falar não de quem vai ganhar, mas sim de quem, até esse momento, já perdeu nessa eleição: O eleitor brasileiro! E por qual motivo eu digo isso? É só um cidadão isento de coloração ou interesse partidário, analisar o que é dito e proposto(?) pelos postulantes ao cargo maior da republica tupiniquim. Dilma (PT) fala como se de oposição fosse, diz que "Governo novo, idéias novas", ora bolas, se está sendo um governo competente e que mereça mais quatro anos de poder, por que então falar em "mudança", em "novo"? Por outro lado, Aécio (PSDB) não se cansa de dizer que dará continuidade aos projetos que estão dando certo no atual governo, ora bolas também, se está tudo bem, por que mudar de governo?

O que existe por trás de tudo isso, em verdade, é uma questão de hegemonia de poder, que nada contribui para a melhoria das condições de vida de cada um de nós. a inflação está de volta, os juros exorbitantes, o governo mostra claramente que não possui um plano para conter esse estrago e a oposição, por sua vez, apenas aponta as falhas, mas também não diz de que forma vai conseguir enfrentar esses graves problemas que estão na pauta do próximo governo e da sociedade, que essa sim, sofre as consequências diretas de tanta incompetência por parte de nossos gestores públicos.

Quanto á hegemonia de projeto de poder, sim, essa tem muito o que influenciar na vida da sociedade, mas é lamentável que somente uma pequena parcela desta mesma sociedade, sabe disso. Muito em função de nossa tradição de governos que não investem em educação e cultura de verdade, não somente com falácias e projetos sem consistência nenhuma, apenas para poder dizer para a sociedade que estão fazendo alguma coisa. E isso faz com que, não tenhamos o hábito de pensar em propostas de políticas de Estado e não somente políticas de Governo. Se um projeto ou programa dá certo, cada governo quer se tornar o "Pai da criança", e não se preocupa em transformar essa política em algo mais para a sociedade ou seja, transformar em algo maior que a sua agremiação política.

Por essas e por muitas outras é que digo e repito, não sei que ganhará as eleições domingo que vem, mas sei que,  mais uma vez, o grande perdedor será o eleitor brasileiro.

A eleição do Medo!!!

Olá meus caros e fiéis seguidores deste humilde blog, aqueles que me são mais próximos, sabem que este blogueiro passou por sérios problemas de saúde (que já estão em fase de tratamento e recuperação), o que acabou favorecendo uma maior observação da reta final das eleições neste segundo turno. E pude perceber um aspecto bem característico deste processo: O Medo!

E quando falo em medo, falo não somente do medo natural de se perder uma eleição (tem muito dinheiro, cargos, posições, interesses em jogo), falo de um tipo de medo "novo" neste tipo de disputa, falo do medo de errar dos institutos de pesquisa. E olha que os erros foram bem sérios dessa vez, inclusive com erros grosseiros na chamada pesquisa de "boca de Urna". Ora, sabemos que errar faz parte de qualquer processo, mas a forma como esses erros aconteceram e o que eles significaram para as campanhas dos envolvidos foi muito séria.

Vou apenas citar o caso do Rio Grande do Sul onde moro, aqui, a disputa sempre esteve polarizada entre o atual governador Tarso Genro (PT) e a senadora Ana Amélia (PP), o candidato do PMDB, José Ivo Sartori era considerado "carta fora do baralho" (mesmo, é verdade, reconhecendo que na reta final de campanha, as pesquisas começaram a perceber uma onda de crescimento de Sartori), mas a "Boca de Urna" deu vitória de Tarso, e a Ana Amélia como adversária dele no segundo turno. Eis que, Sartori, contrariando todas as analises e pesquisas, passou a frente dos adversários, colocando 8% à frente de Tarso e deixando Ana Amélia de fora da disputa.

Mas alguns me perguntarão: "Você não acredita em pesquisas?" A questão não é de crença, mas sim, de entender que é um processo cientifico que apenas aponta tendências e não diz quem vai vencer ou não uma eleição. as pesquisas não são a verdade absoluta, portanto, são passíveis de erros. A questão está em como se dão esses erros, ora, se no Brasil ainda existe a discrepância que é o "Voto Útil", um candidato aparecer na frente em uma determinada pesquisa, pode influenciar esse eleitor menos politizado.

Por isso percebi esse "medo" nos institutos de pesquisa nesse segundo turno, principalmente para presidente da republica. As pesquisas dos grandes institutos (Ibope, Datafolha, Sensus, etc), estão apontando, sem nenhum pudor, que a eleição está tecnicamente empatada, ora com Aécio (PSDB) na frente, ora com Dilma (PT) na frente (alguns amigos mais entusiastas da candidatura petista dirão: "A Dilma tá em uma crescente, tá virando"), na verdade, não existe nenhuma "virada", pois se analisarmos as pesquisas de forma isenta, perceberemos que, não existe a menor possibilidade de se apontar um vencedor antes do dia 26/10. Qualquer "analise' apontando A ou B, será mera especulação. O certo é que, os próximos dias, serão de muito "Medo" em ambos os lados e também, em todos os institutos de pesquisa.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nascido em 1978

Publico aqui, mais um texto de meu irmão Marco Campos....vale a pena a leitura, só para constar, ele nasceu de fato em 1978!!!

"Nasci em 1978.
Foi o ano que a China iniciou seu processo de reforma macro-econômica - com Deng Xiaoping.
A modernização da economia chinesa resultante dessas reformas, impulsionou toda a economia mundial do século XXI.

Fomentou a expansão da classe média na China, Índia, Rússia, Brasil, África do Sul...
Mas não apenas nesses países. Outros lugares que até então não conheciam a universalização da classe média se depararam com essa nova realidade.
A chamada “Primavera Árabe” dificilmente aconteceria da maneira que aconteceu sem que antes houvesse o recrudescimento dessa classe média emergente.
Talvez essa nova classe média mundial seja uma possível chave para um acordo de paz definitivo na Cisjordânia com a criação de um Estado Palestino.
Contudo, o ciclo do crescimento chinês começa a dar sinais de caduquice, o que pode pôr em cheque o crescimento da economia global, sobretudo para nós, os emergentes.
Nasci em 1978, o ano que começou o século XXI."

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Viras e Voltas

Olhando o cenário político-social brasileiro, vejo como bem interessante a forma como alguns ideais e objetivos políticos podem transforma-se à ganhar "Vida Própria", independente de quem são seus criadores ou  defensores originais...

Os exemplos são interessantes

Quem nos dias de hoje, obviamente sem os recursos das aulas de História e d cinema, poderia imaginar que Abraham Lincoln, um dos maiores símbolos da democracia norte americana e que foi responsável direto pelo fim da escravidão legal no EUA, pertencia ao Partido republicano, o mesmo de Ronald Reagan e da família Bush??? E mais ainda, que as progressistas leis trabalhistas, que até hoje servem de bandeira de luta da esquerda ocidental, têm em larga escala, origens no Fascismo Português e Italiano???

É bem verdade que boa parte dos serviços promovidos pelo chamado Estado de Bem Estar Social possui como origem a Social Democracia européia do pós guerra. Tais serviços como a universalização da saúde, a universidade pública e gratuita foram conseguidos através de muita luta depois da tragédia que foi a segunda grande guerra.sua origem. Nesse caso, é bem interessante notar, que a sua origem, apesar de remontar à esquerda européia, se trata da esquerda moderada, da chamada Social democracia e não de conquistas ligadas diretamente aos ideários Marxistas/Leninistas tradicionais e mais esquerdistas, como alguns tentam colocar em seus discursos aqui no Brasil.

Entretanto, outras bandeiras tradicionais nas esquerdas de boa parte da Europa, America e Brasil, possuem origem ou inspiração remota na Revolução Francesa e no Liberalismo Inglês. Afinal, os conceitos de igualdade e liberdade individual que são herdados do Iluminismo, foram implementados primeiramente na França, Inglaterra e EUA. Por exemplo, a atual luta pela descriminalização das Drogas e do Aborto, a luta por uma Reforma Tributária possuem, em última analise, como substrato, esses dois conceitos citados anteriormente: A Igualdade e a Liberdade.

O engraçado é que, a esquerda tende a privilegiar o primeiro e a direita o segundo, porém, ambos são herdeiros de um mesmo processo histórico, a chamada grade revolução burguesa ou simplesmente: Revolução Francesa e não nas ditas revoluções socialistas ou comunistas, como as Revoluções: Russa, Chinesa ou Cubana!!! Penso na importância de analisar esses fatos, para que depois não se acabe fazendo apologias equivocadas e buscando sustentações teóricas em teorias erradas. É importante que se levantem bandeiras de lutas, mas é importante mais ainda,s aber qual a origem dessas lutas e quais ideais as sustentam.

Essas reflexões são oriundas de observações e de várias conversas com meu irmão Marco Campos, que por sinal é co autor deste texto!!!

Sensações...

As vezes me atrevo a escrever versos, nem tão versos, porém, os meus versos...vou reproduzir um aqui no Blog, se chama: "Sensações"

Sensações

Mais do que um doce desejo, vejo teu corpo suado...correndo...cavalgando pelos pampas, como se os pampas estivessem em ti...

Eu sinto teu cheiro, não te vejo, sinto teu corpo, não te toco...tantas sensações, tantas situações...

Sem regras, com as nossas regras...
Sem pressa, com a nossa pressa...

A vontade de estar contigo, a vontade de entrar em ti...vivendo os momentos que temos, amando do jeito que queremos

Sem regras, com as nossas regras...
Sem pressa, com a nossa pressa...

Vendo a agua descendo do monte, para que eu possa beber na tua fonte...

Sem regras, com as nossas regras...
Sem pressa, com a nossa pressa...

Sensações, situações