quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

E agora, José? José, para onde?

Eis que após um longo e tenebroso período de expectativas, o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), acatou um dos vários pedidos de Impeachment da presidente Dilma Rousseff (Não sem antes ver naufragar um acordo com o PT para blindar, ele Cunha, na comissão de ética da casa), e portanto, dará prosseguimento aos tramites normais do processo, criando assim, um ato político que mexeu com as estruturas da República, já tão abaladas com a montanha de escândalos que surgem à toda hora na imprensa e nos tribunais, tendo como último "capitulo", a prisão do líder do governo no senado Delcídio do Amaral (PT/MS).

Como nunca deixei de fazer aqui neste blog, vou deixar clara a minha opinião e meu posicionamento quanto á todo esse processo que, pelo que parece, ganha uma enorme força, após a decisão de Eduardo Cunha:Sou favorável sim ao impedimento da presidente, pois ela perdeu toda a legitimidade(se é que teve), que lhe foi conferida nas urnas, as mentiras, a falta de um projeto de gestão, as denuncias de corrupção (cada vez mais, batendo às portas do palácio do Planalto) são motivos suficientes para que Dilma deixe a presidência da República, essa conversa de que: "Ela é legitima, porque o povo à escolheu", não passa de falácia, o mesmo povo que escolhe, tem, através de seus representantes, o poder de tirar do poder o eleito (lembram-se de Fernando Collor?), Dilma não possui condições morais, políticas e administrativas de continuar governando (?) o País, a democracia elege,mas também, retira políticos.

Outro aspecto que quero deixar claro aqui também, ao ser a favor da saída da presidente, não me coloco como "defensor' de Eduardo Cunha, sou favorável à sua saída também, bem como, as saídas de todos os parlamentares, ministros e figuras públicas que estejam sob investigação criminal (sim, defendo a tese de que, ao ser investigado, a figura pública seja afastada das suas funções até a definição do caso), então, essa história de que "Ao ser a favor do impeachment, sou a favor de Cunha" é outra falácia com o intuito de confundir a sociedade (já conversei aqui neste Blog sobre isso, é o processo de Desinformação), uma coisa não está associada à outra, como tenta dizer, por exemplo, o PSOL.

Porém quero deixar exposto aqui que, o mais importante de tudo é que se combata, sem tréguas, as estratégias e posições do "Foro de São Paulo", a organização criminosa que está por trás da ascensão de populistas de esquerda na America Latina e do crescimento assustador das guerrilhas e do narcotráfico na região. Sem um combate direto e duro contra essa organização, qualquer tentativa política será insuficiente, visto que, o Foro de São Paulo, exerce uma enorme influencia nociva na região e precisa ser aniquilado. O impedimento de Dilma (ou  a sua renuncia, como eu acredito que aconteça) não deve ser encarado como um objetivo fim e sim, como um meio de se chegar até onde interessa, que é desmascarar e destruir como Foro de São Paulo, esse processo é lento e penoso, mas o simples fato de já ser comentado na sociedade, considero uma grande vitória nessa luta.

Estamos em um momento histórico impar, é necessário que aqueles que querem, de fato, melhorar o Brasil, estejam à postos na luta contra a influência do Foro de São Paulo e suas artimanhas, o começar do processo de impeachment na Câmara é somente uma frente de batalha, precisamos ir para dentro dos chamados 'meios de formação de opinião" (escolas, universidades, meio artístico, movimentos de base, igrejas) e começar a transformar, para melhor, o pensamento de nossa sociedade, chega de "pensamento único", viva a livre expressão do pensamento e do estudo sem barreiras ideológicas!

A decisão está em nossas mãos, a pergunta é: "E agora, José?"


Ele disse...

"O povo brasileiro deu a demonstração de que é possível o mesmo povo que elege um político, destituir esse político.Peço a Deus que nunca mais esqueça essa lição", Jair Messias Bolso...ei..desculpa, a frase é do Lula!!!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Saída


Minha vida é bastante corrida, mal tenho tempo para acessar este blog e, portanto, acabo privando os amigos de alguns textos que até me vêem à cabeça, mas acabam não sendo escritos em função das atividades que tenho, bem. mas agora que estou aguardando o horário para ministrar uma palestra aqui em Estrela/RS, não posso deixar de comentar o absurdo político que assombrou o Brasil nesta manhã: A prisão do senador petista Delcídio Amaral/MS, não somente um simples senador, mas o líder do governo no senado.

As gravações obtidas pela Polícia Federal, através do filho do ex-diretor Nestor Cerveró (preso em Curitiba pela "Operação Lava Jato"), são para assustar até aquele mais cético analista político, que durante mais de 25 anos de militância política, já viu coisas assombrosas e que deixariam qualquer um dos leitores boquiabertos, porém, o conteúdo ao qual tive acesso através da imprensa é realmente um abuso total, um verdadeiro deboche à democracia e ao estado de direito (não vou aqui cair naquele discurso de "desinformação", de que "todo mundo faz"), o que o senador Delcidio fez, é gravíssimo e deve ser investigado, julgado e a punição, sempre em caso de condenação, deve ser a mais severa possível, isso no âmbito da justiça, na esfera política, não enxergo outra alternativa senão a cassação do mandato de Amaral, por "espedaçar" o decoro parlamentar.

Mas não somente Delcidio deve sofrer consequências desse crime, os demais envolvidos e, bem como, o atual governo, não pode mais ficar com a chamada "Cara de Blasé", como se nada disso que está acontecendo não seja de responsabilidade do grupo político que governa o País à mais de 14 anos, chega, a sociedade não aguenta mais tanta provocação, tanto deboche, tantos crimes acontecendo, enquanto o País está atolado até o pescoço, em uma crise econômica que só tende a crescer, muito em função de um governo que não tem mais legitimidade (se é que teve), de governar.

O "caso Delcidio" só reforça um "pedido" que faço enquanto cidadão e que os meus inúmeros amigos petistas hão de compreender, eu peço, peço não, exijo, a renuncia da presidente Dilma, por total incapacidade de governar e por perda total de legitimidade no exercício do mandato, essa senhora não tem mais nenhuma condição de continuar à frente dos destinos da Nação, sei que a minha exigência nem chegará aos ouvidos dos figurões de Brasília, mas sei que não sou o único a bradar por isso, e não existe poder mais legitimo do que a verdadeira vontade popular, a sociedade que um basta nisso tudo, gostaria muito que a presidente tivesse um minimo ato de bom senso, algo que, demonstrou não ter durante todo esse período no Poder.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A arte de escrever

Trabalhando na madrugada, digitando a revisão de um trabalho, conectado nas redes sociais, ouvindo música e vendo tv, como é habito que tenho ao trabalhar em casa, sou surpreendido com uma entrevista do antropólogo Roberto Da Mata, uma conversa leve, bem humorada, sem nenhuma das chamadas "discussões acadêmicas" tão maçantes que são para mim hoje (isso será tema de um próximo texto que escreverei), mesmo que eu tivesse sentindo um pouco a falta de ouvir um pouco mais do conhecimento do professor Roberto.
 
Mas houve uma questão que me chamou muito a atenção e foi o motivo de escrever este texto, a essa hora da madrugada e deixando um pouco de lado o trabalho que estou fazendo, foi quando Roberto Da Mata comentou sobre a dificuldade de se escrever uma crônica/coluna/artigo para jornais e revistas, sejam estas, diárias ou semanais, esse assunto me chamou bastante a atenção e lembrei do tempo em que exerci essa função, semanalmente, para um jornal e um site, quando morava no Paraná.
 
Era sempre algo que consumia bastante a minha semana, ficava completamente atento à tudo que acontecia ao meu redor (minhas colunas eram sobre política, bah, que baita pauta eu teria agora, não é?) e acabava consumindo muito do meu tempo semanalmente, e o mais interessante é que, seu texto acaba sendo consumido em menos de um minuto pelos leitores que não fazem ideia do tempo e das horas de preparação que um texto como esse requer (bom, isso para mim acaba sendo irrelevante, importa é o que um texto meu pode impactar em um leitor e não o fato dele saber ou não, o tempo que levo para conceber o referido texto), sou um ardoroso fã daqueles que conseguem a proeza de escrever colunas diárias em jornais, é uma das atividades que ainda gostarei de ter, antes de morrer (mesmo que o conceito do jornal impresso tende a acabar, a mídia digital, pode me permitir alcançar esse objetivo).
 
Escrever é uma arte, escrever bem, chega a ser algo "divino" e isso é uma atividade que estou vendo diminuir de qualidade neste País, hoje, os "escribas" se ressumem muito à blogs (é verdade, este espaço aqui é um Blog) e sites pessoais, isso faz com que o autor acabe não se esmerando tanto em seus textos, pois, como é uma atividade pessoal e até diletante em alguns casos (como o meu!) e acabam não caprichando um pouco amis, no conteúdo de seus textos.
 
Me causa temor saber que uma das etapas mais difíceis de um vestibular, concurso ou ENEM, é a prova de redação! Nossos jovens cada vez mais estão perdendo o hábito de escrever, principalmente à mão (quase uma heresia nos dias de hoje), muito em função de não lerem mais noticias do cotidiano, das atualidades do mundo, e não somente aquelas referentes aos seus ídolos e gostos, fui educado por meus pais a ser um voraz leitor de tudo, não importando gênero, autoria ou temática, o importante em minha formação foi o hábito da leitura e esse "vicio" acabou resultando em minha paixão por escrever (deixo aos leitores do Blog a opinião sobre a qualidade dos escritos) e essa paixão é tão grande, que mesmo quando não tem necessidade de escrever sobre nenhum tema relevante sobre algum assunto em destaque no momento, eu recorro à temas que me causam inquietação e que, não que sejam menos importantes, acabam não tendo um grande destaque em escritos diários.
 
Escrever é uma arte, eu já disse, saber escrever é divino, repito, e acrescento: saber o que escrever, pode se tornar uma 'arma", capaz de influenciar pessoas e sociedades, servir para construir grandes projetos, bem como, para destruir com mentes brilhantes, por isso que devemos sempre nos atentar para o que está escrito, nenhuma prática advém do nada, sempre existe uma motivação teórica, por mais desorganizada que seja, por trás e geralmente essa movimentação teórica se dá por escritos, basta olharmos ao redor, para perceber essas ações presentes em nosso dia a dia.
 
Bem, são essas as pequenas indagações que me vieram à mente quando da entrevista que já acabou há horas e ainda estou eu aqui, a falar sobre ela, bendita tv ligada enquanto trabalho até altas horas da madrugada, e falando nele, deixe-me voltar ao meu trabalho, ainda terei muito o que escrever.

domingo, 1 de novembro de 2015

A Desinformação

A maioria de nós, cidadãos comuns, não temos a minima ideia do conceito de "desinformação", para os incautos, desinformação é, simplesmente, uma informação falsa que é passada apenas para fins de propaganda, ledo engano, essas pessoas não fazem ideia de que desinformação são ações organizadas e complexas, milimetricamente calculadas, ara se atingir á um determinado objetivo, sendo que, segundo Olavo de Carvalho, cerca de noventa por cento desses objetivos não é do influenciar as multidões, mas sim de atingir alvos bem específicos (governantes, grandes empresários, chefes militares, etc), a intenção real é a de levar esses líderes a adotar estratégias que vão de encontro aos seus interesses, sem que os mesos percebam o que está acontecendo.

Aquela "desinformação propaganda", que acreditamos ser a única, trabalha apenas com aqueles dados políticos que estão ao alcance da sociedade, a desinformação mesmo, manipula informações técnicas e extremamente especializadas de extrema importância para as decisões que são tomadas pelos líderes que, têm em suas equipes da mais alta confiança, agentes que trabalhem com esse grau de competência na arte da desinformação.

Mas é possível que alguns leitores deste Blog possam ter o seguinte pensamento: "Espera ai, informações falsas não são usadas com frequência pelos militares e por governos?". Isso é verdade, no próprio livro "A Arte da Guerra", Sun Tzu diz: "A arte da guerra consiste substancialmente do engodo", isso no século V a.C. E a história humana está recheada de exemplos desse tipo de ação; Calúnias contra determinadas etnias e povos já foram construídas, para justificar ações de perseguições á estes grupos. Na Revolução Francesa por exemplo, temos um exemplo muito forte dessa "Indústria de mentiras", durante o período revolucionário francês, muitas inverdades foram disseminadas pelos líderes revolucionários como intuito de justificar os atos de perseguições à aqueles grupos que representavam qualquer tipo de ameaça ao regime emergente.

Mas isso não é desinformação, é apenas um conjunto de informações mentirosas que são orquestradas por um determinado grupo, para que possamos compreender o que é, de fato, desinformação, temos que recorrer ao revolucionário russo Vladimir Lenin, o seu criador. Lenin compreendeu que se pudesse elevar a técnica de informações falsas dos militares para campos mas estratégicos da política, cultura, educação, etc, ou seja, transformar a mentira que era apenas a base da arte guerreira em uma ação mais orquestrada dentro da estrutura governamental, enfim, um instrumento de engenharia social e política e isso acabava transformando toda a convivência social em uma verdadeira "Guerra", uma guerra integral e permanente.

Em 1939, quando Hitler usou pela primeira vez a expressão: "Guerra Total", para identificar um tipo de "Guerra Moderna", um tipo de guerra que não envolvia apenas os políticos e os militares, mas toda a sociedade, ele usou algo que já existia desde 1917, com a Revolução dos soviets, mesmo sem que esses soviets tivessem algum inimigo externo declarado, O governo revolucionário criado por Lenin baseava toda a sua política interna e externa com uma enorme e organizada estratégia de desinformação, tanto que quando ocorreu a famosa "abertura econômica (que foi planejada como etapa dialética de uma estatização total), foi amplamente decantada como uma diminuição da violência revolucionária, não com o intuito apenas de atrair capital estrangeiro, mas principalmente, com o objetivo de "convencer" os países ocidentais a não apoiar qualquer ação contra-revolucionária.

Essa estratégia foi tão bem criada e executada, que vários dissidentes do regime de Moscou, desamparados que ficaram no exílio e iludidos pelos falsos sinais de democracia vindos da Russia, acabaram voltando para o País, o resultado disso a história nos conta, foram fuzilados assim que voltaram. E daqueles que não voltaram, muitos foram perseguidos e assassinados em seu próprio exílio por aquela que haveria de se tornar a agência de Inteligência soviética: a temida KGB. Mas isso tudo aconteceu sem que ninguém percebesse o que estava sendo feito? Por incrível que pareça, as grandes potência ocidentais estavam completamente despreparadas para esse tipo de estratégia, só para que o amigo leitor tenha uma ideia, os Estados Unidos só tiveram um serviço de inteligência para ação externa, um pouco antes da segunda guerra mundial, sendo que todo o processo de infiltração cultural soviética (que foi a cooptação, através do convencimento ou compra das principais referências intelectuais e dentro da classe artística) se inicia nos anos 20, para se ter uma noção da diferença, os americanos só vão conseguir dar uma resposta na mesma proporção com a criação da CIA na década de 50 e, mesmo assim, a ação foi sufocada pela pressão da mídia, alegando que tudo não passa de uma "histeria anti-comunista".

É bom ressaltar que esse tipo de ação de desinformação em grande proporção, só é possível ser executada por um governo totalitário, onde esse governo controle os meios de difusão ou mesmo em organizações clandestinas, onde seus líderes tenham poder total sobre os seus militantes, Qualquer tentativa similar em um ambiente democrático, vai encontrar uma barreira enorme na constante fiscalização da imprensa e do poder legislativo. Portanto, nas democracias ocidentais, não há nenhuma ação equivalente a desinformação soviética. Obviamente que um governo pode fazer uma extensa propaganda mentirosa, mas não tem como fazer desinformação, pois vai faltar para este governo, o controle calculado dos efeitos, que é a principal característica da técnica leninista.

E justamente a liberdade de informação dos países democráticos, sempre foi uma "aliada" fantástica para a desinformação soviética, não somente pelos constantes vazamentos de informações secretas do governo para a imprensa, mas também pela enorme facilidade de espalhar informações falsas pela mídia, sempre ávida por escândalos e denuncias. Um vez, o general soviético Ivan Agayants, que foi por muitos anos chefe do serviço de desinformação da KGB, chegou a declarar: "Se os americanos não tivessem a liberdade de imprensa, eu a inventaria pra eles", tamanha a facilidade de plantar noticias falsas na imprensa norte americana.

Tenho me interessado bastante sobre o tema, me chamou muito a atenção quando comecei a pesquisar sobre isso e perceber o quão devastador foi a ação de desinformação soviética no ocidente e como esse processo perdura até hoje, mesmo com o fim da União Soviética (só para que o amigo leitor possa pensar: Quantas pessoas que estiveram em Cuba e receberam de agentes da KGB, aulas sobre a técnica de desinformação, são hoje, formadoras de opinião aqui no Brasil?). O movimento comunista é algo orgânico, sem ser palpável, o simples fato de muito se alardear que não existe mais essa coisa de "Esquerda x Direita", é uma eficaz técnica de desinformação, com o intuito de desviar o foco do confronto ideológico,para alguns eu posso parecer um lunático que enxerga conspiração em tudo, mas basta se aprofundar um pouco mais nos estudos, sair da "doutrinação ideológica" da educação brasileira, que você começa entender melhor esse processo.

Mas, se estudar é algo maçante e ninguém mais tem "tempo" para isso, vou fazer um gratuito comercial de cinema: Assistam os três filmes da série "Jogos Vorazes" (sim, um filme feito para adolescentes!) e neles, será possível perceber muito bem como funciona o processo de desinformação, analisem principalmente o segundo filme da série e observem como é a ação daqueles que lutam contra o regime que controla a fictícia terra onde se passa a trama e toda a engenharia que é utilizada para que o próprio governo, tome atitudes que acabaram por enfraquece-lo, propiciando um processo de revolta popular.

Lembrando sempre que a desinformação pode ser usada na iniciativa privada também, é mais difícil, porém é possível de ser feita, para beneficiar uma determinada empresa ou um determinado segmento, basta que você consiga colocar pessoas com um treinamento para tal e com uma lealdade que ultrapasse a simples questão financeira, afinal, apesar de muitos não pensarem assim, existe uma escolha que terá que ser feita por aqueles que desejam liderar: Poder ou Dinheiro.(essa escolha, por exemplo, parece ter "atrapalhado algumas figuras públicas brasileiras).

sábado, 31 de outubro de 2015

O Desafio da Unidade

Como os amigos  leitores do blog já sabem, sou católico por formação e de alguns anos pra cá, tenho buscado estudar bastante sobre a doutrina da Igreja e sua filosofia, e os leitores também já perceberam que eu não realizo e nem participo de nenhuma polêmica pública sobre assuntos internos da Santa Madre Igreja, procuro travar esse tipo de discussão e debate com pessoas que são católicas e que se interessam pelos assuntos e crescimento da Igreja e não em sua destruição, detalhe, falo de assuntos internos e não sobre os temas gerais e que são as opiniões da Igreja.

Alguns podem se perguntar o Por que de agir dessa forma: Eu aprendi, dentro da própria Igreja, que assuntos que dizem respeito à instituição, devem ser tratados no âmbito da própria Instituição e depois que todas as divergências forem debatidas e se chegar em uma decisão, essa decisão deve ser defendida por todos os membros da Igreja (até aqueles que antes discordavam dessa posição, mas que foram "vencidos"no debate interno), essa postura vem sendo usada por centenas de anos pela Igreja e a mantém como a mais sólida Instituição humana há cerca de 2.000 anos.

Mas porque eu estou tocando neste assunto aqui no Blog? Todos sabem que o Brasil passa por uma grave crise sócio/política/econômica sem precedentes na sua história, o governo federal está sem comando (a presidente e seu partido não possuem legitimidade para governar) e as instituições políticas estão postas em cheque pela sociedade, e esse é um momento fundamental para quem deseja conquistar espaço estar unido, em uma postura de oposição e com um discurso e uma prática coesa em busca dessa conquista.

E foi com muito espanto e incredulidade que acompanhei essa semana, aqui em Porto Alegre, um evento capitaneado pela ex-governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius, se intitulando "Movimento PSDB Democrático" e que, pelo que pude apurar, alega "irregularidades" e "falta de legitimidade" por parte da atual direção estadual Tucana e com ataques diretos ao deputado Nelson Marchezan Jr (presidente estadual do PSDB/RS), o tal evento contou com a presença de um grupo pequeno de filiados, além de políticos de outras legendas (algo impensável em uma Instituição política), esse movimento foi feito em um ato público, articulado e que demonstra claramente a intenção do grupo em ir para um confronto interno.

Ora, se os idealizadores desse grupo se preocupassem um pouco em estudar política, teriam percebido que esse tipo de ação em nada beneficia o Partido, pelo contrário, apenas expõem para a sociedade a dificuldade deste grupo em aceitar as decisões internas de seu próprio Partido, e isso não agrega, muito pelo contrário. Assuntos internos devem ser tratados de forma interna ou "Roupa suja se lava em casa", o PSDB hoje é o principal partido de oposição ao governo do PT, tem todas as condições políticas (se souber ocupar os espaços) de ser a alternativa mais viável para 2018, não pode se dar ao "luxo" de ter o que se acostumou a chamar de "Fogo Amigo",

Aqui no Rio Grande do Sul não é diferente. O Partido começa a se reorganizar, teve a vitória de seu candidato Aécio Neves nas eleições passadas e está construindo candidaturas municipais fortes e competitivas para o ano que vem na capital e nas principais cidades do Estado (façanha que, mesmo já tendo elegido 3 vices governadores e 1 governadora, jamais conseguira antes no Rio Grande do Sul) e com o desgaste do PT e do PMDB no Estado, possui amplas condições de se firmar como a maior força política aqui, dos Pampas. Mas para que isso aconteça, é preciso que o Partido seja coeso, e unido. Com um discurso coerente com a realidade e unívoco para a sociedade; e não se enfraquecendo e desgastando com disputas internas que apenas expõem e enfraquecem a legenda.

Espero que os "líderes" deste Movimento tenham um minimo de bom senso e percebam o equívoco que estão cometendo e deixem para discutir e definir os assuntos internos do Partido, dentro do Partido e não como uma peça de "Comédia Bufa".

Em tempo, sou filiado ao PSDB desde 1992 e desde 2010 não milito de forma orgânica na legenda, mas, após convite de amigos queridos aqui do Rio Grande, resolvi voltar à militância.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Um discurso aqui, uma ameaça velada ali...e por fim, Paredão!

Eu não sei se a expressão: "Quanto mais eu rezo, mas assombração me aparece" está fazendo efeito para mim nos dias de hoje, são tantas coisas acontecendo nesse País que começo a pensar se rezar demais está funcionando adequadamente, a última excrescência que me foi mostrada, trata-se de um trecho de um discurso do ex-candidato à presidente pelo PCB Mauro Iasi, que é professor de uma Universidade pública no estado do Rio de Janeiro, é que, citando um poema de Brecht, faz uma 'convocatória" para a platéia de que: "Com os conservadores, não tem dialogo" e que, para um "bom conservador" somente um "bom paredão" (assista o vídeo em https://www.youtube.com/watch?v=9ooWBj8FeuI ).

Eu aqui imaginando, esse senhor, se diz "professor" (a mais bela e importante das profissões, em minha opinião) é lotado em uma UNIVERSIDADE PÚBLICA e acaba sendo responsável (?) pela formação de profissionais, dos nossos filhos, fala em democracia e prega o discurso do ódio, da aniquilação, do extermínio daqueles que não pensam igual a ele, isso é desprezar completamente o conceito de democracia, do contraditório, da divergência de ideias que é um elemento fundamental para que possamos avançar em seja lá qual for o assunto.

Mas é bom deixar claro que esse tipo de pensamento não é exclusividade do senhor Mauro Iasi, esse pensamento é o pensamento é dominante na esquerda (enquanto ideologia) e acabou resultando em chacinas e perseguições de milhões de pessoas nos regimes socialistas no mundo inteiro (basta ter o interesse e pesquisar), o pensamento da esquerda parte do principio da "construção do novo homem", do "homem do futuro", esse pensamento remete a ideia de que a esquerda não se preocupa em analisar os avanços sócio políticos do passado, em função de acreditar que sabe qual será o "futuro" na sociedade socialista e nada daquilo que você quiser apresentar como argumentos históricos para mostrar consequências de algumas ações, isso fere a "verdade" socialista, portanto, em semelhança com o pensamento de fundamentalistas do Islão, se fere a "nossa verdade", tem que ser exterminado.

Independente de qualquer coisa, eu escrevo esse texto pela ameaça de morte que eu e todos aqueles que pensam diferentes do senhor Mauro Iasi, recebemos deste dito "professor", e quero pedir aos amigos leitores que não concordam com esse discurso de violência, que me ajudem, assinando um abaixo assinado que está passando pela internet, pedindo que esse senhor seja exonerado da Universidade à qual ele pertence, isso é apenas uma das ações, a outra é solicitar ao Ministério Público que esse senhor responda um processo por ameaçar pessoas de morte, evidentemente, dentro das leis que regem esse País.

Decidi não mais ficar calado diante de tantos absurdos que são ditos, escritos e propagados pelas redes sociais e que agridem a democracia e o direito ao bom debate.

domingo, 18 de outubro de 2015

Quem atrapalha?

Como os amigos leitores deste blog e que me acompanham sempre por aqui sabem, participei de uma ação voluntária para atendimento às vitimas dos alagamentos na região da ilhas aqui de Porto Alegre, ação essa que foi organizada pela ONG  AmoBem (Associação movimento do Bem) e que além de distribuir mantimentos (roupas, cobertores, alimentos), servimos também comida para os desabrigados e também voluntários médicos da ONG fizeram atendimento de saúde para aqueles que não conseguem sair de suas residências e que se encontram sem nenhum tipo de atendimento.

E justamente esse é o ponto que quero abordar aqui neste texto, o descaso com o qual essas pessoas estão sendo tratadas (?) por quem gerencia a saúde no município de Porto Alegre (e que, de certo modo, reflete como a saúde pública é tratada pela maioria de nossos gestores público, Brasil afora) e vou tomar como parâmetro um relato de quem esteve no local e atuou diretamente no atendimento dos habitantes do local, o relato é claro e direto, mas triste por se tratar de algo real:

"..O saldo realmente foi positivo mas impossível voltar pra casa sem a sensação de que poderia ter feito tão mais se tivéssemos tido o apoio mínimo de quem deveria estar lá prestando o apoio máximo, ou seja, a saúde do município.
Aquelas pessoas estão sendo tratadas pior que cachorro!
E não tem um paracetamol para dor de cabeça pra tomar
Nós fomos atrás hj pela manhã de remédios no posto e este foi fechado
Pedimos ajuda por todos os meios de comunicação e nada
Precisamos levar material para fazer curativos nos pés deles
A maioria apresenta lesões fundas
Pela umidade
Os idosos estão sem remédio para pressão
Vamos tentar juntar o máximo possível com recursos próprios
Se vcs conseguirem mais coisas nos avisem tbm
Quando vamos outra vez?
Meu marido me disse: quando eu decidi ir pensei que eu não pudesse me sentir pior do que já me sinto diariamente nos postos de atendimento onde tbm falta muita coisa, pois sim consegui me sentir muito pior Pq nos postos pelo menos tem o básico..."

Essas palavras são de uma voluntária da ONG AmoBem que atuou no atendimento das pessoas e me causa revolta em saber que o Estado que tanto atrapalha a vida das pessoas com impostos absurdos e leis desconectadas com a realidade, ainda consegue ser ineficaz nos momentos em que a sociedade mais precisa de uma ação efetiva, não dá mais para que a sociedade fica impassível para esse tipo de descaso, pessoas estão morrendo todos os dias, seja em postos de saúde mal aparelhados ou em tragédias naturais (que pouco tem de natural, na verdade).

Pagamos impostos caros, inúteis muitas vezes, se os gestores públicos não possuem competência para cumprir com suas obrigações, que pelo menos deixem de atrapalhar aquelas entidades e pessoas que querem fazer algo, que estão dispostas a abrir mão de seus dias de folga (muitas vezes até mesmo em horário de trabalho), chega de desculpas esfarrapadas como a já "batida": "Falta de recursos", porque recurso tem, na maioria das vezes, é a corrupção e a ineficiência que não permitem que esses recursos cheguem para quem, de fato, precisa deles.

A práxis e a teoria...

Os amigos que me conhecem sabem que passo por um processo de transformação e de amadurecimento em minha vida e uma das características deste processo é o de não deixar de externar aquilo que penso e que acredito, não importando se isso vai agradar ou não e até mesmo se será compreendido pelas pessoas que me rodeiam, mas quero me ater aos aspectos positivos deste processo, e quero também fazer um paralelo entre aspectos de uma práxis sociais e a teoria que ainda é hegemónica no País sobre o Estado como grande "pai protetor" do individuo.

Eu estive hoje, como voluntário, participando de uma ação de ajuda aos desabrigados pelas chuvas que castigam o Rio Grande do Sul e, em especial, a região metropolitana de Porto Alegre, foi um momento de contato direto com a realidade das pessoas que estão sem suas casa, roupas, comida e mais ainda, sem a sua dignidade como ser humano. 

Foi uma ação organizada pela ONG AmoBem (Associação movimento do Bem) e que contou com a participação de pessoas das mais diversas profissões, crenças e posições políticas, tendo apenas como elo de ligação a amizade e a solidariedade, foi um momento muito importante para mim e me fez refletir sobre o meu papel como agente político e social.

Movido pelo desejo de ajudar e pela necessidade encontrada no local, me tornei um dos responsáveis pela alimentação das pessoas, pessoas que estão sem nada, mas que sentem fome e não somente a fome física, mas a fome maior, que é a da viver. 

Eu, que sempre pensei primeiro em mim e nas minhas necessidades, estava ali, cozinhando para dezenas de pessoas que eu nunca tinha visto na vida (e que acabei pouco vendo, em função de ficar o tempo inteiro na cozinha improvisada na casa de uma moradora, que mesmo sem nada, ofereceu o pouco que tinha para ajudar os vizinhos em situação de maior gravidade e risco), ali, cuidando de panelas, cortando tomate, cebola e fazendo carreteiro sabe-se lá para quantas pessoas, o que aprendi no dia de hoje, na prática, valeu por anos e anos de teorias e mais teorias que aprendi e que durante tempos acreditei que eram as minhas "verdades".

Hoje eu vi o quanto a sociedade é mais forte que qualquer governo, que qualquer intervenção estatal, mesmo que eu já venha estudando isso tem um certo tempo, verificar isso na prática é algo de uma importância ímpar na formação de qualquer ser humano, é muito bom perceber o quanto o Estado só atrapalha o processo de organização humana, durante todo o trabalho que fizemos no local das enchentes apenas o Exercito estava lá, e com a função de "manter a ordem" e evitar tumultos, ora, nós voluntários que organizamos as pessoas, fizemos os cadastros e distribuímos os mantimentos e a alimentação e não foi necessário que o Estado se intrometesse no processo.

Isso me reforçou o pensamento de quanto o Estado atrapalha as ações do organismo social, não que eu seja contra o Estado, mas sou terminantemente contra um Estado gigante e que se meta em tudo, uma máquina burocrática e ineficaz que somente deveria intermediar as decisões da sociedade, mas que infelizmente acaba sendo ele, Estado, aquele que quer determinar aquilo que cada cidadão deve ou não fazer, sem sequer consultar se é isso mesmo que a sociedade deseja.

O crescimento pessoal que tive hoje serviu para consolidar a minha "práxis" e minhas atitudes perante à vida e aos desafios que sempre estão em nosso caminho, e cada vez mais meus estudos e meu auto conhecimento serão aprimorados e buscarei coloca-los em pratica, seja em meus desafios pessoais ou profissionais, só tenho à agradecer aquelas pessoas que, em sua desgraça momentanea, foram capazes de me dar uma aula sobre a vida.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Até a OAB??? Tá feia a coisa...

Acabo de ler em um sítio de noticias na internet que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou hoje, uma comissão para decidir se apresenta ao Congresso Nacional um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, baseado na decisão de ontem do TCU e recomendar a rejeição das contas da presidente no exercício de 2014, vou reproduzir aqui, o que disse o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho: "É indiscutível a gravidade da situação consistente no parecer do TCU pela rejeição das contas da presidente da República por alegado descumprimento da Constituição Federal e às leis que regem os gastos públicos. A OAB, como voz constitucional do cidadão, analisará todos os aspectos jurídicos da matéria e a existência ou não de crime praticado pela presidente da República e a sua implicação no atual mandato presidencial"

Obviamente, a entidade com maior credibilidade técnica para fazer uma analise sobre o que foi sugerido pelo TCU ontem, mas cabe aqui também uma observação de cunho político que me permito fazer, em função das diversas observações que faço dos cenários apresentados e pela extrema convivência que tenho com advogados e militantes político da entidade da classe, a OAB é uma entidade com um histórico viés esquerdista (falo como entidade, não que os advogados como um todo sejam de esquerda) e que sempre se notabilizou pelo enfrentamento político direto, principalmente nos momentos de grande tensão política no País.

O fato de uma entidade com esse perfil, montar uma comissão para analisar um possível pedido de impedimento da presidente, mostra em qual grave se encontra, juridicamente, a situação de Dilma Rousseff e sua manutenção no cargo, a OAB tomar uma atitude como essa, é uma especie de sinal para a sociedade e também para a classe política, de que existem fatos jurídicos relevantes o suficiente para que possa ser instalado um pedido de impeachment da presidente.

Cada dia que passa a situação de Dilma Rousseff só piora, a reforma ministerial que ela fez essa semana, não amenizou em nada a sua relação com o Congresso (ao contrário, acabou criando uma cizânia maior na base), as suas contas foram rejeitadas pelo TCU, a chamada "pauta bomba" continua rolando na Câmara e, para completar, uma entidade simpática à esquerda, monta uma comissão para analisar se entra com um pedido de impedimento, ou seja, foi uma das semanas mais tensas que a presidente teve nos últimos meses, já estamos em outubro e o segundo mandato da presidente ainda não começou.

A pergunta que deixo no ar: Será que começará?