sexta-feira, 13 de maio de 2016

O fim do Ministério é o fim da Cultura?

O governo interino de Michel Temer que tomou posse ontem trouxe alguma alterações ministeriais, tanto de nomes, com de quantidade e incorporações de pastas, Dentre estas incorporações, destaco aqui a extinção do Ministério da Cultura e sua incorporação ao Ministério da Educação que causou uma enorme discussão nos meios culturais e artísticos do País.

Não quero aqui fazer uma defesa do governo e nem falar sobre economia de gastos ou algo assim. Quero falar sobre um tema que parece em pauta, mas que ainda não é muito bem entendido por grande parte da sociedade: O que é Cultura?

Pois bem, vamos lá: Antigamente a Cultura era uma busca de objetivos superiores à simples sobrevivência material. Essa definição pode ser estudada na Grécia antiga e em alguns povos indígenas das Américas (Falando isso do Ocidente). Porém hoje em dia o que é chamado de "Cultura" é a criação ilimitada de novos "apetites" materiais que se multiplicam a toda hora e que impedem que a sociedade de vislumbram novas ambições.

Senão vejamos, todos os debates ditos "culturais" da atualidade se desenvolvem em torno de assuntos ligados à vida corporal e à busca de bens de ordem material. De um lado, os interesses econômicos: Os capitalistas clamam que o único bem é a riqueza e os socialistas contrapõem alegando que o único mal é a pobreza. De outro prisma, são ambições de ordem sexual elevadas até um certo grau de delírio: Após o direito dos homossexuais, se proclama ao absurdo do direito á pedofilia, e por ai vai. O crescimento das necessidades e das insatisfações materiais não tem limite, uma vez que se tenha optado por essa direção.

O mais tragicamente irônico de tudo isso é que a tradição da chamada Cultura "politicamente engajada", que já foi um enorme instrumento de libertação, acabou se tornando um instrumento de escravização: Ela acabou tornando os homens escravos de suas insatisfações menores, de modo que não consigam olhar para o alto e buscar uma vida e uma sociedade mais elevadas. hoje é preciso que cada um só pense naquilo que o incomoda de modo imediato, seja um desejo sexual insatisfeito, seja da fumaça do cigarro que o perturba, seja a falta de dinheiro ou o ódio irracional contra aqueles que ele imagina mas felizes. 

Sou da opinião de que as pessoas que se prendem a esse tipo de coisas permanecem eternamente como imaturas, sem jamais conseguir adquirir uma maturidade que significa renúncia, perdão, generosidade, tolerância, respeito. A Cultura acabou se tornando uma forma de "Infantilização Universal".Não consigo enxergar uma definição de Cultura que se adeque por igual a isso e àquilo que antes se chamava por esse nome. Não se trata nem de especies do mesmo gênero, portanto toda a filosofia da Cultura etá condenada a se tornar história das culturas antigas ou da legitimação ideológica desse novo instrumento que, de Cultura, só tem em comum a nomenclatura.

Dai eu volto à pergunta que dá título para este post: "O fim do Ministério é o fim da Cultura?" Tirem suas conclusões.

Deus

Fui perguntado ontem se eu acreditava em Jesus, o que, em tese significa perguntar se eu acredito em Deus! Apesar de ter respondido com o rompante da pergunta, a questão ficou em minha mente e procurei trabalhar um pouco mais para responder (?) e compartilhar com os amigos leitores deste Blog sobre essa questão que parece bem delicada nos dias de hoje.

Sobre a pergunta sobre a crença em Deus, eu busco uma citação de Henry Miller: O problema não é se eu acredito em Deus, mas se Deus acredita em mim".

Para mim a existência de Deus é uma realidade indiscutível, na medida em que Deus está relacionado com a infinitude metafísica (Conforme cita Olavo de Carvalho em um de seus textos sobre o tema), infinitude metafísica que nada mais é do que o fundamento básico para tudo aquilo que existe, que é real, que é possível. É verdade que nos dias de hoje as pessoas tem muita dificuldade em compreender esse conceito, em virtude de terem se deixado enganar por lógicas mentirosas e acabaram por perder todo o sentido daquilo que chamamos de infinitude metafísica.

Quando Miller responde à esse questionamento, ele quer dizer que nossa vida é uma história que é escrita por Deus e por nós, e que no "roteiro" de sua vida você pode escolher qual o papel que você quer exercer: Se um mentiroso, um salafrário. É importante ter ideias verdadeiras e honestas, mas isso só não basta, é necessário que você seja honesto e verdadeiro.E o que isso quer dizer? Quer dizer que você não deve dizer que sabe algo que não sabe e nem dizer que não sabe aquilo que sabe.

Se você não for fiel a essas premissas, a sua vida é uma grande mentira e aquele conteúdo que você alega ter em seus pensamentos não passam de uma grande farsa (Aquela pequena parcela de verdade que a mentira precisa para se tornar admissível). Nesse caso, Deus não pode acreditar em você, pois na verdade, você não existe.

Sei que o tema não é tão simples de ser abordado e como disse antes, a maioria das pessoas está "contaminada" com falsas lógicas, mas que sirva como um caminho para que possamos estudar um pouco mais o universo metafísico e buscar compreender um pouco mas sobre a existência humana.

Entre o Medo e a Covardia

Estava pesquisando um trabalho na internet e me deparei com uma frase do líder indiano  Mahatma Gandhi  e que me fez refletir bastante, pri...