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E agora, José? José, para onde?

Eis que após um longo e tenebroso período de expectativas, o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), acatou um dos vários pedidos de Impeachment da presidente Dilma Rousseff (Não sem antes ver naufragar um acordo com o PT para blindar, ele Cunha, na comissão de ética da casa), e portanto, dará prosseguimento aos tramites normais do processo, criando assim, um ato político que mexeu com as estruturas da República, já tão abaladas com a montanha de escândalos que surgem à toda hora na imprensa e nos tribunais, tendo como último "capitulo", a prisão do líder do governo no senado Delcídio do Amaral (PT/MS).

Como nunca deixei de fazer aqui neste blog, vou deixar clara a minha opinião e meu posicionamento quanto á todo esse processo que, pelo que parece, ganha uma enorme força, após a decisão de Eduardo Cunha:Sou favorável sim ao impedimento da presidente, pois ela perdeu toda a legitimidade(se é que teve), que lhe foi conferida nas urnas, as mentiras, a falta de um projeto de gestão, as denuncias de corrupção (cada vez mais, batendo às portas do palácio do Planalto) são motivos suficientes para que Dilma deixe a presidência da República, essa conversa de que: "Ela é legitima, porque o povo à escolheu", não passa de falácia, o mesmo povo que escolhe, tem, através de seus representantes, o poder de tirar do poder o eleito (lembram-se de Fernando Collor?), Dilma não possui condições morais, políticas e administrativas de continuar governando (?) o País, a democracia elege,mas também, retira políticos.

Outro aspecto que quero deixar claro aqui também, ao ser a favor da saída da presidente, não me coloco como "defensor' de Eduardo Cunha, sou favorável à sua saída também, bem como, as saídas de todos os parlamentares, ministros e figuras públicas que estejam sob investigação criminal (sim, defendo a tese de que, ao ser investigado, a figura pública seja afastada das suas funções até a definição do caso), então, essa história de que "Ao ser a favor do impeachment, sou a favor de Cunha" é outra falácia com o intuito de confundir a sociedade (já conversei aqui neste Blog sobre isso, é o processo de Desinformação), uma coisa não está associada à outra, como tenta dizer, por exemplo, o PSOL.

Porém quero deixar exposto aqui que, o mais importante de tudo é que se combata, sem tréguas, as estratégias e posições do "Foro de São Paulo", a organização criminosa que está por trás da ascensão de populistas de esquerda na America Latina e do crescimento assustador das guerrilhas e do narcotráfico na região. Sem um combate direto e duro contra essa organização, qualquer tentativa política será insuficiente, visto que, o Foro de São Paulo, exerce uma enorme influencia nociva na região e precisa ser aniquilado. O impedimento de Dilma (ou  a sua renuncia, como eu acredito que aconteça) não deve ser encarado como um objetivo fim e sim, como um meio de se chegar até onde interessa, que é desmascarar e destruir como Foro de São Paulo, esse processo é lento e penoso, mas o simples fato de já ser comentado na sociedade, considero uma grande vitória nessa luta.

Estamos em um momento histórico impar, é necessário que aqueles que querem, de fato, melhorar o Brasil, estejam à postos na luta contra a influência do Foro de São Paulo e suas artimanhas, o começar do processo de impeachment na Câmara é somente uma frente de batalha, precisamos ir para dentro dos chamados 'meios de formação de opinião" (escolas, universidades, meio artístico, movimentos de base, igrejas) e começar a transformar, para melhor, o pensamento de nossa sociedade, chega de "pensamento único", viva a livre expressão do pensamento e do estudo sem barreiras ideológicas!

A decisão está em nossas mãos, a pergunta é: "E agora, José?"


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