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A Geração X é feliz!!!


A Geração X é mais feliz do que se imagina. É o que concluiu uma pesquisa da Universidade de Michigan com 4 mil pessoas nascidas entre 1960 e 1980. O Relatório X, do cientista político e diretor do Estudo Longitudinal da American Youth (LSAY), Jon D. Miller, desmente parte do senso comum de que a Gen X não tem uma boa qualidade de vida e é composta por pessoas infelizes que tendem ao isolamento. "Eles são ativos em suas comunidades, principalmente satisfeitos com seus empregos, e capazes de equilibrar trabalho, família e lazer”, afirma Miller no estudo.

O relatório é parte de uma pesquisa mais ampla que pretende mostrar quais são os desafios, o comportamento e os sonhos da Geração X. Serão divulgados estudos trimestrais abordando diferentes aspectos sociais desse grupo. O levantamento foi feito nos Estados Unidos com questionários aplicados entre 1987 a 2010.

Os representantes da Geração X têm hoje de 30 a 50 anos. Eles são os filhos da chamada Geração Baby Boom, aquela que nasceu depois que os heróis da Segunda Guerra Mundial retornaram para seus lares, quando houve um “boom” populacional no final da década de 1940 e nos anos 1950. Os filhos da Geração X, por sua vez, compõem a Geração Y (Geração Next ou Millennnials), de nascidos entre os anos de 1980 e 2000, que cresceram com a internet e são acostumados a executar múltiplas tarefas (multitarefas).

De acordo com o estudo da Universidade de Michigan, a Geração X não é empreendedora – tem predisposição a ser empregada –, mas se dedica bastante ao trabalho. Dois terços dos entrevistados são casados e 71% têm crianças em casa. Os pais da Geração X passam um bom tempo com a família: três quartos ajudam os filhos no dever de casa; aproximadamente 43% ficam cinco ou mais horas fazendo as tarefas com os filhos durante a semana.

A Geração X valoriza a amizade. Cerca de 95% ligam para amigos e familiares ao menos uma vez por semana e outros 30% dizem que costumam ligar uma vez por dia.

Além de gostarem bastante de aproveitar o tempo em família, os membros da Geração X participam ativamente da sociedade. Segundo a pesquisa, 30% da Geração X fazem parte de organizações sindicais, e um em cada três é membro ativo de organização religiosa.

Miller diz no estudo que a Geração X lê bastante: "72% dos entrevistados leem um jornal, em papel ou on-line, pelo menos uma vez por semana, e leu pelo menos um livro inteiro durante o ano passado. Quase metade leu mais de seis livros no ano anterior”, afirma. Quando questionados quanto dariam, de 0 a 10, para seus níveis de satisfação e felicidade, a nota média apresentada pelos representantes da Geração X foi 7,5 – o que corresponde, nos critérios do estudo, a “muito feliz”.

O autor espera que a série de relatórios sirva para corrigir mal entendidos sobre a Geração X. “Alguns estudiosos caracterizaram a Geração X como uma geração de menos sucesso do que seus pais e talvez menos ambiciosos do que a geração de seus pais”, afirma Miller no site da Universidade de Michigan. Entre os estereótipos que costumam definir essas pessoas, segundo o estudo, estão insegurança, individualismo e apreço pela informalidade. Os pesquisadores afirmam que o senso comum considera que essas pessoas gostariam de trabalhar menos e desejam, mas não conseguem passar mais tempo junto da família.

Pelos resultados da pesquisa, parece óbvio que a Geração X é mais feliz que o estereótipo criado sobre ela. O estudo não diz, entretanto, se leva uma vida melhor do que seus pais ou seus filhos – os experientes Baby Boomers e os multitarefas da Geração Y...

Fonte: Revista Época

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