Pular para o conteúdo principal

Postura

O caso da tragédia acontecida no centro do Rio de Janeiro, onde três prédios desabaram, causando pânico e incredulidade em todos nós, trouxe a tona uma questão que é "tradição" de nossos governantes quando acontecem coisas desse tipo....a ausência de nossos governantes,que preferem se omitir a ter sua imagem relacionada a uma desgraça, como a ocorrida no Rio de Janeiro...

Quando acontecem situações semelhentes em países mais desenvolvidos do planeta, os governantes (Com raras exceções) são os primeiros a tomar a liderança dos resgastes, das ações de salvamento e das medidas que serão tomadas para investigar o que houve e tomar as medidas necessárias para solucionar o problema...

Já a nossa cultura política é diferente, nossos governantes (Também com raras e nesse caso, honrosas exceções) procuram ficar longe da situação, até que tudo esteja "sob controle" para que possa fazer seu discurso de solidariedade as vitmas e o blá blá de sempre...

No acontecido no centro do Rio, somente o prefeito Eduardo Paes apareceu para falar algo, mesmo assim, não estava no local, o governador falou por telefone, a presidente cancelou a ida ao Rio para inaugurar alguma coisa e, de Porto Alegre, falou em pesar e tristeza com as familias das vitimas. O "Conselho" dos marqueteiros de plantão é sempre o mesmo, não deixar a "Imagem" do governante ligada a desgraças e tragédias e somente a imagem é o que importa...a sociedade, que dê o seu jeito!!!

Essas observações sobre a postura de nossos governantes nesses casos, não é nenhuma critica a este ou aquele governante e sim, a maioria deles, que tomam essas atitudes pensando apenas em sua própria carreira e não fazer aquilo que manda a liturgia de seu cargo...

Espero, sinceramente, que a sociedade tome uma postura de cobrança por maior atitude de nossos governantes perante a esse tipo de situação, que mude essa postura, que sejam cobrados com mais enfase e seriedade...

Quanto as vitimas...só nos resta orar por elas!!!

Comentários

Veima disse…
Infelizmente nossos políticos usam as tragédias nacionais, com uma única intenção a de conseguir votos para a próxima eleição, isso é muito triste!
Thomaz Campos disse…
Cara professora Veima...

O que você comentou, de fato, é muito sério e o mais grave de tudo é que, somos responsavéis por isso...pois se não fosse pela nossa "incompetÊncia" em formar cidadãos mais conscientes e mais críticos...

Grato pela sua leitura e pelo seu pertinente comentário...

Postagens mais visitadas deste blog

Mises: A ação como ato de liberdade!

Caro amigo, para que você se sinta mais confortável com escreverei a seguir, vou pedir que você se acomode bem antes de dar prosseguimento à leitura desta postagem, caso esteja em um ônibus sentado, coloque seu fone de ouvido para abafar o som externo do ambiente; estando de repouso em casa, sugiro uma xícara saborosa de café ou chá para que se atente ainda mais ao texto; na hipótese de estar no trabalho, sugiro que você faça a leitura somente durante o seu horário de almoço, assim poderá ler com calma e certificará um entendimento claro do que foi lido, pois o que pretendo abordar, requer uma concentração grande no momento da leitura.
Após indicações de amigos e de minha enorme curiosidade em pesquisar e aprender, fui "seduzido" com a ideia de conhecer mais a fundo o trabalho do economista austríaco Ludwig von Mises, para poder entender e analisar com vocês aqui no blog, um pouco do pensamento deste autor que vem sendo "descoberto" mais recentemente no Brasil.
Ludwi…

Mobilidade Urbana, um desafio para os novos gestores!

A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios que os próximos gestores municipais enfrentarão em seus próximos mandatos, não somente em Porto Alegre, mas como na grande parte das cidades brasileiras. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos. Além da qualidade dos serviços de transporte público e concessões públicas, onde discussões inócuas acabam por desviar o foco do real problema que atinge o setor, quase que impossibilitando a movimentação nas grandes cidades.

O Brasil, atualmente, vive um drama a respeito dessa questão. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal no meio da década passada para o mercado automobilístico (como a …

Quanto mais governo, menos cidadão!

Eu realmente não gosto de reclamar de governo. Acredito que é uma enorme perda de tempo e desgaste fazer isso.  E também acredito que não se trata de uma atitude inteligente. Estou convencido de que é muito mais proveitoso ignorar toda a bagunça e imoralidade e se concentrar em coisas melhores e mais produtivas. Mas não tenho como ficar quieto quando observo alguns disparates que são cometidos por grupos que foram, durante anos, tutelados pelo Estado e que começam a perceber que o pensamento da maioria da população já não aceita mais isso.  Falo de uma parcela de organizações de sociedade ainda se encontra emocionalmente acorrentada ao Estado, e (a menos que você trabalhe para o governo e tenha um alto salário, ou seja um grande empresário que obtenha subsídios e privilégios protecionistas do governo (em ambos os casos, você se deu bem), creio que é válido demonstrar o quanto é danoso esse relacionamento "promiscuo" com o Estado. Dessa forma, vou escrever sobre algo que não re…