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Ramsay Bolton e a crueldade extrema

Os meus amigos sabem o quanto eu sou "viciado" na série do canal a cabo HBO "Game of Thrones", baseada nos livros "Crônicas de Gelo e Fogo" (a proposito, ganhar a coleção completa dos livros, foi o melhor presente de aniversário em anos). 

Pois bem, com uma trama que extrapola os conceitos de moralidade e ética que conhecemos, a série tem, além de uma trama recheada de surpresas e desfechos fora dos padrões da dramaturgia contemporânea, uma galeria de personagens antológica, com personalidades extremamente fortes e carismáticas. O que torna a série muito mais atraente para telespectadores que, como eu, adoram obras com personagens bem construídos e que podem se tornar até mais atraentes do que o próprio enredo (não é o caso de Game of Thrones).

Dentre essas personagens eu quero destacar neste texto a figura de um dos maiores sádicos  que já pude assistir nestes modestos 46 anos de paixão por cinema e TV, estou me referindo à personagem Ramsay Bolton (magistralmente interpretado pelo inglês Iwan Rheon). Ramsay é o bastardo filho da casa Bolton, que após uma quantidade enorme de fatos e muita crueldade, se torna chefe da casa (no meio do caminho ele mata o pai, coisa simples).

Ramsay é um serial killer. Este sorriso de psicopata com que se diverte em cada um de seus assassinatos é chocante até para Game of Thrones. Ele não tem limites: nem parece que é demasiadamente atraído pelo poder. Só quer matar e que a carnificina dure o máximo possível, até o ponto que, cada vez que irrompe na série, é para se superar a si mesmo em sua brutalidade. A sua "paciência" em aniquilar completamente o jovem Theon Greyjoy é algo inacreditável, mesmo em se tratando de uma obra de ficção.

Seu gosto em matar por prazer transforma qualquer outro vilão (de Game of Thrones ou não) em aprendiz, seus métodos, sua frieza, transformaram Ramsay na única personagem totalmente má da série (a características das personagens do seriado é justamente a dualidade de caráter e de ações, ora são mocinhos ora são bandidos). Não se consegue enxergar nenhum sinal de arrependimento, culpa ou dúvida em seus atos. Ramsay parece ter e tem, um "código de conduta" demasiado torpe e cruel.

A morte de Ramsay foi a única concessão ao espectador feita pela série: prepotente até o fim, covarde e despedaçado. 

Ele merecia. E nós também.

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