sábado, 13 de setembro de 2014

Os ataques, êxitos e perigos!!!

A artilharia pesada disparada pela campanha da presidente Dilma/PT em direção à candidata do PSB Marina Silva começam a apresentar as suas primeiras consequências e levantam uma série de divagações e discussões sobre os rumos da campanha presidencial nessa reta final de disputa. Os primeiros resultados dos ataques ficaram nítidos quando olhamos os números das pesquisas realizadas nos últimos dias e que mostram que a presidente Dilma conseguiu um pequeno "suspiro" de crescimento e também conseguiu estancar o crescimento acelerado de Marina, crescimento esse que causou calafrios no alto comando petista. Outra importante consequência dos ataques presidenciais, foi a polarização da disputa entre as duas candidatas, deixando praticamente de fora, o candidato do PSDB Aécio Neves.

Mas, como tudo na vida, esse ataques têm um preço e esse preço pode ser uma aura de vitimização em torno de Marina, que em um possível segundo turno onde o tempo de TV será igual e o tempo de campanha será reduzido, seja tarde demais para poder mudar de tática e acabe dando à Marina, o discurso e os argumentos que ela necessita para derrotar Dilma.

Eu explico o raciocínio: No primeiro turno, Dilma tem tempo de sobra para desferir qualquer tipo de ataque e contra qualquer adversário, tanto Marina, quanto Aécio não possuem tempo suficiente para apresentar suas propostas e ao mesmo tempo, rebater qualquer ataque recebido, o que coloca a presidente em uma posição de vantagem muito grande nesse primeiro turno. Só que, essa estratégia se baseia na condição de uma vitória já nesse primeiro turno, estratégia essa que era a inicial da campanha de Dilma, mas que, com a morte de Eduardo Campos e a ascensão de Marina, o cenário passou a ser outro. Se os ataques continuarem e Dilma vencer no primeiro turno, terá valido à pena toda essa violência empregada contra Marina, buscando através de suposições, trazer o medo como peça principal de enfrentamento político,

Agora, se houver segundo turno, vejo com muita cautela se a estratégia do medo será a mais adequada para enfrentar Marina em uma disputa rápida e com tempos de mídia iguais. É necessário que a campanha da presidente deixe de lado a cegueira de poder que a cerca e pense com mais clareza sobre como enfrentar Marina e como expor melhor o que pretende para um segundo mandato. mostrar para a sociedade o porque de dar mais uma chance para a petista nos próximos 4 anos.

Como várias vezes eu já me posicionei aqui, muita coisa pode acontecer nessa eleição, mas se o cenário continuar se apresentando como agora, é bom que as cabeças pensantes do Palácio do Planalto analisem bem o prosseguimento dessa estratégia de medo e pânico contra Marina, pois pode ser que esse veneno atinja seus próprios causadores e mais, vamos ver qual a postura da campanha de Aécio Neves, será que o tucano vai continuar acreditando em uma virada? Vai entender que está fora da disputa e vai se concentrar em não perder seu espaço em Minas Gerais? E Marina, o que vai fazer para responder aos ataques que vem sofrendo?

Muita coisa ainda vai acontecer...vamos esperar!!!

2 comentários:

Rita Todeschini disse...

Acho que ela esta errando na estratégia de coitadinha.
Essa apelação emocional pode ser um tiro no pé.
Ela esta sendo candidata a presidência, não a sindica de prédio.

Thomaz Campos disse...

Verdade, Rita...

Frase do Dia!!!

"Signore, dammi la forza di cambiare ciò che può essere cambiato ... Dimissioni per accettare ciò che non può essere cambiato ... ...