quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Venceu o "Cheque em Branco"

Após toda a movimentação de uma campanha dura, as vezes até desleal e com alguns toques de humor burlesco, o Rio Grande do Sul tem um novo governador. E venceu a oposição (coisa meio que de praxe pelas bandas daqui), com o "gringo" José Ivo Sartori (PMDB) que durante a campanha, chegou a ser rotulado pelo seu adversário Tarso Genro (PT), como um "Cheque em Branco" (alusão ao fato de Sartori, na opinião de Tarso, não apresentar propostas concretas para enfrentar os desafios de governar o estado), lembrando que Sartori retrucou, dizendo que Tarso era um "Cheque sem Fundos", pois prometeu muito e não fez nada no período de governo.

Pois bem, na disputa de "cheques", a sociedade gaúcha resolveu fazer um investimento no "Cheque em Branco". E agora caberá a Sartori mostrar a que veio. Respaldado por duas administrações bem sucedidas frente a prefeitura de Caxias e com uma trajetória política vasta, o "Gringo" terá pela frente um enorme desafio, de governar um Estado com graves problemas financeiros e uma série de investimentos que dependem de uma boa parceria com o governo federal.

Em seu discurso após a vitória, Sartori deu claros sinais de que buscará esse entendimento perante o governo Dilma (lembrando que no primeiro turno, Satori apoiou Marina e no segundo turno apoiou Aécio, mesmo sendo do partido do candidato à vice de Dilma Michel Temer) e isso será fundamental para que ele possa desenvolver qualquer tipo de gestão aqui no Rio Grande. O governo estadual não consegue, sozinho, dar conta de uma série de gargalos que se encontram travados há anos, e que impedem qualquer governante de conseguir levar adiante um projeto político a longo prazo.

Esses gargalos podem explicar um pouco a cultural não reeleição dos governadores do Estado. É muito difícil para qualquer governador, administrar tantos problemas como tem o Rio Grande. Apesar de sua importância no cenário político/econômico do País, faz tempo que o estado vem diminuindo essa importância nesse contexto, deixando de atrair uma gama de investimentos, que ajudariam bastante na recuperação da economia.

Confesso que não sei dizer o que Sartori pretende fazer, mas confio nele. O "Gringo" já mostrou que sabe administrar, que é bom de negociação e principalmente que, se levar adiante o mote do seu discurso de campanha: "O meu partido é o Rio Grande", tem tudo para unir as diversas forças políticas do Estado em prol de uma retomada da grandeza do Rio Grande. Sinceramente? Torço por ele, pelo seu sucesso. O exito do governo Sartori será o inicio da retomada do crescimento do Rio Grande e esse é o desejo de todos nós que vivemos e amamos esse Estado. Quero muito que o "cheque" de Sartori tenha fundos e que sua administração seja excelente.

Vamos começar a perceber isso no final do ano, com a escolha da sua equipe de governo. Pelos nomes escolhidos, já poderemos analisar qual o rumo que Sartori pretende tomar em sua gestão. O próprio governador eleito já disse que somente apresentará esses nomes em dezembro (antes disso, tudo não passará de especulação, de acordo com o "Gringo"), mas sabemos que as articulações estão a todo o vapor. Muitas peças sendo movimentadas e muita articulações ainda por vir.

Vamos esperar e torcer para que a sociedade gaúcha tenha optado pelo "cheque" certo!

2 comentários:

Celi Lopes disse...

O novo governador tem fama de ser do bem, ou melhor, de ser uma pessoa que diz e faz, mostrou muita competência na administração da cidade de Caxias. Estamos torcendo para que ele consiga enfrentar os gargalos com estratégias positivas para alcançar o objetivo desejado para todas as áreas necessárias que precisam ser melhoradas e renovadas no nosso Rio Grande do Sul (Saúde, Segurança, Educação, etc...).

Att.: Celi Ana Lopes
Aluna do Curso Tecnológico de Secretariado - Faculdade Rede La Salle - Estrela/RS.

Thomaz Campos disse...

Celi...

Eu também espero e conto com isso...

Atenciosamente

Todos "amam" Bolsonaro

Estou acompanhando as movimentações dos chamados "Presidenciáveis" ou dos pretendentes a tal para as eleições de 2018. Fora Lula ...