Pular para o conteúdo principal

Adiós Comandante!!!


Ontem chegou ao fim a agonia do presidente da Venezuela Hugo Chávez, após anos enfrentando um câncer tendo passado pela quarta cirurgia, o comandante da revolução Bolivariana (seja lá o que isso queira dizer) veio a falecer na tarde de ontem, no hospital militar de Caracas. Chávez passou por um longo tratamento em Cuba, para onde foi a cerca de dois meses atrás e depois disso nunca mais foi visto (existem suspeitas de que Chávez morreu em Cuba e que sua morte só foi anunciada ontem, em função de acordos para que o seu vice presidente Nícolas Maduro assuma o poder). O certo é que, com a morte de Chávez, a Venezuela vai passar por um novo processo de governo, os venezuelanos terão que definir se a Revolução Bolivariana permanecerá no poder, agora sobre a chefia de Maduro, ou se o País volta a viver um processo democrático de alternância de poder sem deixar de lado as conquistas chavistas.

Em um País democrático, a morte de um presidente causa bem pouca alteração no processo de transição política. Basta seguir as leis estabelecidas pela constituição do País. Mas a Venezuela está longe de ser um País democrático, sua constituição foi imposta por Chávez com a força do exercito e com o apelo de programas assistencialistas direcionados aos mais miseráveis. Mesmo assim, Nícolas Maduro terá que passar por cima da tal constituição bolivariana, pois Chávez não chegou a tomar posse, portanto, diz a tal constituição, que devem ser convocadas novas eleições.

Chávez foi um caudilho, um líder personalista e populista, que usou da máquina do exército para se manter no poder (Chávez foi eleito democraticamente em 1998, porém, ao assumir o poder se valeu de sua influência no exército para dar um golpe e permanecer no poder). Maduro não tem o mesmo carisma de Chávez. Existem divisões internas dentro do grupo chavista. E a oposição já mostrou que, unida, pode conseguir derrubar o grupo bolivariano. Por outro lado, Maduro terá um cadáver como cabo eleitoral, poderá usar a agonia do comandante para buscar se manter no poder e levar adiante a chamada Revolução Bolivariana (insisto, seja lá o que isso queira dizer). Somente os próximos movimentos políticos poderão dar o tom do que pode acontecer com a Venezuela, um País que teve conquistas na educação e na saúde, mas que vive exclusivamente da riqueza do petróleo, com uma inflação altíssima, com uma violência interna enorme e que precisa voltar a ser um País democrático, de liberdade de expressão, de imprensa livre e que consiga reerguer a sua economia.

Desejo o que for melhor para o povo venezuelano, que ele seja soberano para decidir qual o melhor caminho que deva seguir e que sejam respeitadas as regras constitucionais (mesmo que impostas por Chávez) e que não venham usar um cadáver como escudo para a manutenção no poder.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mises: A ação como ato de liberdade!

Caro amigo, para que você se sinta mais confortável com escreverei a seguir, vou pedir que você se acomode bem antes de dar prosseguimento à leitura desta postagem, caso esteja em um ônibus sentado, coloque seu fone de ouvido para abafar o som externo do ambiente; estando de repouso em casa, sugiro uma xícara saborosa de café ou chá para que se atente ainda mais ao texto; na hipótese de estar no trabalho, sugiro que você faça a leitura somente durante o seu horário de almoço, assim poderá ler com calma e certificará um entendimento claro do que foi lido, pois o que pretendo abordar, requer uma concentração grande no momento da leitura.
Após indicações de amigos e de minha enorme curiosidade em pesquisar e aprender, fui "seduzido" com a ideia de conhecer mais a fundo o trabalho do economista austríaco Ludwig von Mises, para poder entender e analisar com vocês aqui no blog, um pouco do pensamento deste autor que vem sendo "descoberto" mais recentemente no Brasil.
Ludwi…

Mobilidade Urbana, um desafio para os novos gestores!

A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios que os próximos gestores municipais enfrentarão em seus próximos mandatos, não somente em Porto Alegre, mas como na grande parte das cidades brasileiras. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos. Além da qualidade dos serviços de transporte público e concessões públicas, onde discussões inócuas acabam por desviar o foco do real problema que atinge o setor, quase que impossibilitando a movimentação nas grandes cidades.

O Brasil, atualmente, vive um drama a respeito dessa questão. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal no meio da década passada para o mercado automobilístico (como a …

Quanto mais governo, menos cidadão!

Eu realmente não gosto de reclamar de governo. Acredito que é uma enorme perda de tempo e desgaste fazer isso.  E também acredito que não se trata de uma atitude inteligente. Estou convencido de que é muito mais proveitoso ignorar toda a bagunça e imoralidade e se concentrar em coisas melhores e mais produtivas. Mas não tenho como ficar quieto quando observo alguns disparates que são cometidos por grupos que foram, durante anos, tutelados pelo Estado e que começam a perceber que o pensamento da maioria da população já não aceita mais isso.  Falo de uma parcela de organizações de sociedade ainda se encontra emocionalmente acorrentada ao Estado, e (a menos que você trabalhe para o governo e tenha um alto salário, ou seja um grande empresário que obtenha subsídios e privilégios protecionistas do governo (em ambos os casos, você se deu bem), creio que é válido demonstrar o quanto é danoso esse relacionamento "promiscuo" com o Estado. Dessa forma, vou escrever sobre algo que não re…