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Adeus ao Capitão

Eu não tive o privilégio de assistir ao vivo, nem nascido era, mas como aficionado por futebol que sou diversas e diversas vezes eu vi a repetição desse lance na TV. Tentarei descrever a imortalidade em poucas linhas, que pretensão a minha...

Tostão desarma um italiano e entrega para Gerson, o irrequieto meia toca a bola para o volante Clodoaldo, ainda no campo brasileiro.

O jovem jogador do Santos sai driblando 03 adversários com rara habilidade (ah..pobres daqueles que acreditam que volantes habilidosos são coisa de europeu) e entrega a bola na esquerda para Rivelino.

O "Reizinho do Parque" avança a bola em direção à Jairzinho, que jogava em posição invertida (ora então, alternância de posicionamento no ataque...também não é "coisa de europeu"). O "Furacão" avança em diagonal, da esquerda para o meio da entrada da área onde toca para Pelé.

O "Rei" no alto de sua majestade, sem olhar para o lado, toca a bola em direção ao "nada"...

E eis que que para preencher o "nada" surge o maior capitão da história da seleção brasileira, Carlos Alberto Torres, que com uma felicidade e precisão somente permitida àqueles que são diferenciados, acerta o potente chute, rasteiro, certeiro...

Brasil 4 x 1 Itália

O que, com uma ousadia extrema tentei escrever aqui foi, faz parte daqueles momentos que o futebol deixa de ser um esporte e se transforma em algo imortal, eterno.

Como imortal e eterno sempre será o capitão Carlos Alberto Torres, que driblado de forma cruel pelo seu coração, deixou este plano para ocupar seu lugar na galeria dos grandes deste esporte que mexe com o imaginário de bilhões de pessoas no mundo.

Carlos Alberto e sua geração são responsáveis pela minha paixão pelo futebol, daquelas paixões que te judiam, que te encantam e que te levam a sentir a perda de um ídolo.

Vá em paz, Capitão, e grato por tudo!!!

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