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Das auserwahlte Volk

O título dessa postagem está em alemão e traduzindo de forma tosca, seria: "O povo escolhido", usei esse título para fazer um paralelo entre o pensamento alemão de Nietzsche que influenciou o movimento nacional Socialista alemão da década de 30 do século passado e o pensamento e prática dos movimentos de esquerda no Brasil contemporâneo.

"A propaganda política busca imbuir o povo, como um todo, com uma doutrina... A propaganda para o público em geral funciona a partir do ponto de vista de uma ideia, e o prepara para quando da vitória daquela opinião". 

Adolf Hitler escreveu tais palavras em 1926, em seu livro "Mein Kampf", no qual defendia o uso de propaganda política para disseminar seu ideal de Nacional Socialismo que compreendia o racismo, o anti-semitismo, o nacionalismo e a perspectiva de um futuro grandioso para o povo Alemão. 

O "novo homem" Hitlerista tinha como influencia o conceito de "Super Homem" de Nietzsche (um ser superior aos demais, aquele modelo ideal para elevar a humanidade, porém, isso não era para todos e sim, para alguns mais dotados e mais fortes do que outros). Esse conceito me faz relacionar, e muito, com algumas práticas e discursos que ouço com frequência no Brasil, principalmente proferidos pelos movimentos de esquerda.

Segundo Nietzsche, a sociedade é o instrumento para a melhoria do poder e da personalidade do indivíduo, não para a elevação de todos. A princípio ele acreditava no surgimento de uma nova espécie de ser, porém, passou a cogitar a possibilidade do seu “super homem” ser um indivíduo superior, que se elevasse acima da mediocridade e que sua existência se devesse mais ao esforço e a educação, do que pela seleção natural.

Como disse anteriormente, enxergo esse conceito de Nietzsche nos discursos e práticas esquerdistas brasileiras, onde os "iluminados" pelas teorias de superioridade de pensamento e doutrinas, desmerecem ou combatem qualquer alternativa que venha de encontro com esse majoritário pensamento. O "Super Homem" da esquerda é aquele individuo que faz militância direta, que "enfrenta" a polícia e os "opressores" do sistema, invadem escolas em nome de uma causa que nem ao menos parecem conhecer e acreditam estar acima dos demais indivíduos, justamente por acreditarem no mito da superioridade.

Ao falar de "igualdade", a esquerda brasileira nada mais faz do que pregar a sua própria "igualdade" ou seja, iguais são aqueles que professam da mesma crença os demais não passam de inferiores e, portanto, não merecem gozar das "maravilhas" de uma sociedade comunista (futurista e utópica), essas tais maravilhas estão reservadas apenas para os  militantes "Super Homens".

Nelson Rodrigues falava sobre o "complexo de vira latas" que nós, brasileiros, possuíamos. Hoje, a esquerda brasileira sofre de um complexo totalmente diferente. Acredita ser o "povo escolhido" ou melhor, o "povo eleito" para direcionar a humanidade (humanidade essa, que concorde com seus pensamentos, obvio, os demais, simplesmente serão exterminados) no caminho de um futuro glorioso.




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