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Minha coluna na Gazeta 24 Horas

O mundo foi acordado em choque nesta segunda feira, 11/02, com o anúncio feito pelo Papa Bento XVI de que irá renunciar ao trono de São Pedro no próximo dia 28/02. A alegação de Bento é de que não possui mais forças para continuar comandando os destinos da igreja católica e que prefere que outro assuma o seu lugar. O Papa também declarou que tem total consciência da gravidade de seu ato, mas que a Igreja saberá como lidar com a situação. è um assunto muito delicado e que tomei a liberdade de tratar sobre ele, aqui nessa coluna, em função da enorme influencia que a igreja católica detém na sociedade brasileira. é a primeira vez que abordo um tema tão amplo quanto este, mas o assunto em si, vale essa abordagem.
O Vaticano anunciou que o Papado ficará vago até a escolha do novo pontífice. Desde o século XV nao se tem um caso de renuncia papal O último Papa a renunciar foi Gregório XII em 1409. A atitude de Bento XVI está longe de ser algo normal, ele deve está sofrendo pressões de tudo quanto é lado, resta saber qual foi o ado que o levou a tomar uma atitude tão drástica quanto essa. Vale salientar dois pontos importantes, primeiro: Ele marcou a renuncia para o dia 28/02, não renunciou direto (ou seja, foi um anuncio possivelmente para acalmar as forças que o pressionaram).
E segundo: Joseph Ratzinger nunca foi um cardeal qualquer, é um teórico e um filosofo da igreja, tem plena consciência da gravidade do ato que está prestes a realizar. Sabe o que significa uma vacância do trono de São Pedro para a igreja em um momento muito delicado, onde o crescimento do islamismo e das igrejas evangélicas tem sido evidente e tem preocupado a direção da igreja católica. O fato é que, com a saída de Bento XVI, qual o rumo que a igreja tomará? Teremos um novo Papa “Pop Star” como foi João Paulo II? Teremos a oportunidade de ver um Papa de corrente mais à esquerda, como a maioria dos cardeais latino americanos? A dúvida permanecerá, pois somente após o conclave que escolherá o novo herdeiro do trono de São Pedro.
Até lá ficarão as especulações e as dúvidas. O que fará Bento XVI após a renuncia? Irá se retirar e cuidar da saúde ou ainda exercerá algum papel relevante, nem que através de seus escritos, no dia a dia da igreja?
Não sabemos essas respostas, talvez ninguém nessa geração saiba. Não convivemos com uma situação como essa, será algo extremamente novo na realidade na vida dos fiéis da maior religião do mundo ocidental. Que rumos essa igreja terá que tomar?
Ficam as perguntas, vamos esperar as respostas!!!

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