Pular para o conteúdo principal

Direitos, para humanos?

Enquanto Porto Alegre vive uma crise na segurança sem precedentes, volta a ser notícia o fato de que equipes de brigadianos tiveram que ficar vigiando presos que tiveram que ficar em viaturas, em função da falta de vagas nas casas penais do Estado.. Em vez de patrulhar ruas, os BMs se revezam para custodiar foragidos, assaltantes e traficantes, que passaram, pelo menos, a noite dentro de viaturas. 

A falta de vagas em delegacias e casas penais é um problema gravíssimo, mas o que me chamou atenção também foi outro aspecto desta inusitada situação, o "escândalo" que foi protagonizado por alguns grupos de "Direitos Humanos" que aproveitaram da situação para ser a "voz" dos excluídos e coitadinhos do sistema, que ficaram em "situação" de humilhação e risco.

O que me chama a atenção nesses grupos é a velocidade com a qual se colocam ao atacar as ações, principalmente dos órgãos de segurança, que com muita dificuldade, buscar realizar o seu trabalho da melhor maneira possível. É lamentável como esses grupos deturpam o conceito de “Direito Humano”. 

Não vou falar aqui o chavão propagado sobre os direitos das vítimas (isso é tão elementar que não vou me ater à isso), mas quero ressaltar os inúmeros casos de trabalhadores que são colocados em situações de extrema humilhação e periculosidade, mas mesmo esses profissionais, somente os mais pobres (aqueles que profissões que não requer quase nenhuma qualificação) recebem o “apoio” destes grupos.

Ai eu penso: E os corretores de imóveis que são obrigados a realizar plantões em contêineres ou ao relento, sem nenhum apoio logístico as vezes? Os médicos que são obrigados a fazer plantões de até 48 horas em muitos casos, por falta de outros profissionais para substitui-los? Os brigadianos que vão trabalhar sem as minimas condições necessárias para enfrentar bandidos com muito mais armas do que eles? Os motoristas de ônibus e caminhão que dirigem horas em péssimas estradas e durante um enorme período de tempo?

Dirão alguns: “Existem as leis trabalhistas para cuidar disto”. Mas falo do direitos que esses profissionais tem, como humanos, de serem “protegidos” por quem se diz defensor de “Direitos Humanos”. Onde a ótica foi distorcida, no momento em que somente os que atentam contra o direito do seu semelhante merecem ser protegidos por essas entidades. Cada vez mais esses preceitos e óticas esquerdistas que invertem aquilo que podemos entender como o correto e o indicado para a sociedade.

Sei que o que estou colocando neste texto pode e vai causar controvérsias. Mas a intenção deste blog sempre foi a de despertar discussões sobre temas que considero relevante para a sociedade. Não aceito que marginais e traficantes sejam torturados, mas também não aceito que esses mesmos bandidos sejam tratados como “coitadinhos”. Quem não consegue viver em sociedade, não merece que sejam despendidos esforços, inclusive com dinheiro público, para favorecer os interesses de grupos políticos e mais, de bandidos e organizações criminosas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mises: A ação como ato de liberdade!

Caro amigo, para que você se sinta mais confortável com escreverei a seguir, vou pedir que você se acomode bem antes de dar prosseguimento à leitura desta postagem, caso esteja em um ônibus sentado, coloque seu fone de ouvido para abafar o som externo do ambiente; estando de repouso em casa, sugiro uma xícara saborosa de café ou chá para que se atente ainda mais ao texto; na hipótese de estar no trabalho, sugiro que você faça a leitura somente durante o seu horário de almoço, assim poderá ler com calma e certificará um entendimento claro do que foi lido, pois o que pretendo abordar, requer uma concentração grande no momento da leitura.
Após indicações de amigos e de minha enorme curiosidade em pesquisar e aprender, fui "seduzido" com a ideia de conhecer mais a fundo o trabalho do economista austríaco Ludwig von Mises, para poder entender e analisar com vocês aqui no blog, um pouco do pensamento deste autor que vem sendo "descoberto" mais recentemente no Brasil.
Ludwi…

Mobilidade Urbana, um desafio para os novos gestores!

A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios que os próximos gestores municipais enfrentarão em seus próximos mandatos, não somente em Porto Alegre, mas como na grande parte das cidades brasileiras. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos. Além da qualidade dos serviços de transporte público e concessões públicas, onde discussões inócuas acabam por desviar o foco do real problema que atinge o setor, quase que impossibilitando a movimentação nas grandes cidades.

O Brasil, atualmente, vive um drama a respeito dessa questão. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal no meio da década passada para o mercado automobilístico (como a …

Quanto mais governo, menos cidadão!

Eu realmente não gosto de reclamar de governo. Acredito que é uma enorme perda de tempo e desgaste fazer isso.  E também acredito que não se trata de uma atitude inteligente. Estou convencido de que é muito mais proveitoso ignorar toda a bagunça e imoralidade e se concentrar em coisas melhores e mais produtivas. Mas não tenho como ficar quieto quando observo alguns disparates que são cometidos por grupos que foram, durante anos, tutelados pelo Estado e que começam a perceber que o pensamento da maioria da população já não aceita mais isso.  Falo de uma parcela de organizações de sociedade ainda se encontra emocionalmente acorrentada ao Estado, e (a menos que você trabalhe para o governo e tenha um alto salário, ou seja um grande empresário que obtenha subsídios e privilégios protecionistas do governo (em ambos os casos, você se deu bem), creio que é válido demonstrar o quanto é danoso esse relacionamento "promiscuo" com o Estado. Dessa forma, vou escrever sobre algo que não re…